BPI apresenta prejuízo de 204 milhões em 2011 Negócios 02/02/12, 19:01OJE/Lusa O Banco BPI divulgou hoje as contas do ano passado, registando um resultado líquido negativo de 204 milhões de euros, valor que compara com o lucro de 184,8 milhões de euros alcançado em 2010. O banco atribui este prejuízo, "sobretudo, devido ao impacto de imparidades resultantes da exposição à dívida grega (339 milhões de euros negativos) e da transferência do fundo de pensões para a Segurança Social (71 milhões de euros negativos)". Os resultados do banco liderado por Fernando Ulrich foram piores do que estimavam os analistas consultados pela agência Lusa, que apontavam para um prejuízo ligeiramente acima de 80 milhões de euros. Já o lucro líquido da atividade corrente ascendeu a 115,9 milhões de euros. Refira-se que também as dotações para reformas antecipadas, no valor de 28 milhões de euros, penalizaram os resultados do banco em 2011. O banco pagou 15 milhões de euros pela contribuição extraordinária sobre o setor bancário em Portugal. Teve encargos especiais de 2 milhões de euros devido à remuneração dos avaliadores do Programa Especial de Inspecções sobre a carteira de crédito e de 5 milhões de euros relativos à ativação do Sistema de Indemnização de Investidores por causa dos clientes do Banco Privado Português. "Os impactos negativos foram parcialmente compensados por ganhos realizados com a recompra de emissões de dívida própria (81 milhões de euros) e com a contribuição em espécie de 11% da Viacer (60 milhões de euros) para o fundo de pensões", explicou o banco. É de realçar que, no final de dezembro último, o rácio de transformação de depósitos em crédito do BPI é de 109%, ou seja, a entidade já cumpre o rácio máximo de 120% exigível em 2014. No que toca ao recurso ao Banco Central Europeu, o BPI revelou o montante de 1,8 mil milhões de euros, inferior ao limite máximo exigível aos bancos portugueses no final de 2014. A margem financeira do BPI caiu 13,2%, em termos homólogos, para 576,8 milhões de euros, ao passo que o produto bancário baixou 7,3% (em termos recorrentes) para um total reportado de 1020,10 milhões de euros. Houve uma diminuição de 4,4% dos custos, que se situaram nos 685,7 milhões de euros, enquanto o resultado operacional baixou 12% para 334,4 milhões de euros. O Banco BPI cumpriu a exigência da troika quanto aos rácios de capital, ao fechar 2011 com um core tier 1 de 9,5%, anunciou o presidente da entidade. Este valor fica acima do mínimo de 9% exigidos no memorando de entendimento assinado com o Governo português. "Vale a pena sublinhar que este valor é significativamente superior ao core capital antes da crise financeira, que andava, em média, nos 5,6%", disse Fernando Ulrich, na apresentação de resultados referentes a 2011. Em numerário, este valor de capital corresponde a 2402 milhões de euros, acrescentou. Mais uma vez, o responsável comparou com o valor tido pelo banco antes da crise: "em 2004 e 2007, o core capital era de cerca de 1200 milhões de euros, ou seja, é hoje quase o dobro do que era antes crise", acrescentou Ulrich. O rácio de capital core tier 1 é a medida usada para avaliar a solvabilidade de uma instituição bancária. O Estado português vai comprar ao BPI 700 milhões de euros em créditos ao setor público até junho deste ano, disse ainda o presidente da instituição na apresentação de resultados de 2011. A compra pelo Estado de 700 milhões de euros em créditos do BPI ao setor público foi acordada no âmbito da transferência do fundo de pensões do BPI para a Segurança Social. De acordo com o presidente do BPI, Fernando Ulrich, o banco passou em 2011 para o Estado "responsabilidades com pensões reavaliadas em 1373 milhões de euros". Até fim de 2011, o banco já transferiu 766 milhões de euros para Segurança Social, faltando 607 milhões de euros, que serão transferidos ainda no primeiro semestre, acrescentou. Após a transferência para a Segurança Social de parte do fundo de pensões, o banco tem agora uma responsabilidade com pensões de 835,8 milhões de euros, cobertas por ativos de 839,1 milhões de euros. Por último, o presidente do BPI disse que o banco admite o recurso à linha de recapitalização de 12 mil milhões de euros, acrescentando que tal poderá acontecer através de instrumentos híbridos em vez da subscrição de ações pelo Estado. Questionado sobre o plano de capitalização do banco exigido pelo Banco de Portugal, Ulrich disse que este foi entregue ao supervisor a 20 de janeiro, cumprindo o calendário, recusando-se, no entanto, a dar detalhes sobre o assunto. "O processo tem de estar concluído no final de fevereiro. Enquanto este decorrer, não faço comentários", afirmou Ulrich. "O BPI sempre disse que o banco estudaria todas as modalidades ao seu alcance, incluindo a utilização da linha de recapitalização, tanto mais que a linha pode ser utilizada na forma de instrumentos híbridos convertidos em capital ao fim cinco anos se as instituições que a usarem não reembolsarem entretanto", adiantou o responsável. As chamadas coco bonds (contingent convertible bonds) são títulos de dívida que podem ser subscritos pelo Estado. Estes convertem-se imediatamente numa ação a partir do momento em que o rácio capital core tier 1 do banco intervencionado descer abaixo de determinado nível. Ulrich não se adiantou sobre eventuais aumentos de capital de acionistas, lembrando apenas que o presidente espanhol do La Caixa (acionista maioritário do BPI, com 30,1%) já se mostrou disponível para o fazer. "Isto é uma indicação de apoio mas não diz nada sobre o que o BPI apresentou no plano" de capitalização ao BdP, afirmou Fernando Ulrich. ![]() ![]() ![]() 24/05/12, 08:40 Bosch vai criar 2 mil postos de trabalho na Alemanha este anoO grupo industrial alemão Bosch vai criar 2 mil postos de emprego na Alemanha em 2012, disse o diretor de recursos humanos da empresa, Christoph Kübel, ao24/05/12, 08:06 PepsiCo investe 1 milhão na fábrica do CarregadoA fábrica da PepsiCo/Matutano no Carregado instalou um projeto inovador na área da energia que vai permitir transformar a matéria orgânica das águas residuais24/05/12, 01:06 Sonae surpreende com lucroO resultado líquido atribuível aos acionistas da Sonae afundou 86% no primeiro trimestre deste ano, recuando de 12 milhões para a fasquia dos 2 milhões de24/05/12, 01:05 EDP cresce com capacidade hídrica e eólicaA EDP-Energias de Portugal prevê que o lucro líquido cresça a uma taxa de um dígito baixo entre 2011 e 2015 e o EBITDA aumente à média anual composta (CAGR) de |