Carris reduz prejuízo de 2011 em 30% Negócios 22/02/12, 15:26OJE/Lusa A Carris fechou o exercício fiscal de 2011 com um prejuízo de 29,3 milhões de euros, uma redução de cerca de 30% face aos resultados líquidos negativos de 42,3 milhões de euros registados no ano anterior. O presidente da empresa, Silva Rodrigues, que falava na apresentação de resultados, disse que a redução do prejuízo "só não foi maior porque o resultado financeiro sofreu um novo agravamento". O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) registado em 2011 foi de 34,5 milhões de euros, face aos 2,8 milhões de euros alcançados em 2010. "O resultado líquido é negativo exactamente porque a Carris enfrenta uma situação de dívida histórica que tem um impacto em resultados financeiros, resultados esses que se agravaram em 2011 por força das condições de financiamento dos mercados", afirmou Silva Rodrigues, sublinhando que "as melhorias operacionais acabaram por ser consumidas pela dívida". Em 2011, os custos operacionais da empresa pública atingiram os 128,9 milhões de euros, menos 32,2 milhões em relação aos 161,1 milhões de euros de 2010. Já a prestação de serviços aumentou em 3,6 milhões de euros, atingindo 86,4 milhões de euros no ano passado. O volume de dívida subiu de 673,6 milhões de euros, em 2010, para 693,3 milhões de euros, em 2011. No mesmo período, o serviço da dívida passou de 107 milhões de euros para 99,6 milhões de euros. "Se durante 20 anos tivéssemos feito uma actualização tarifária de acordo com a inflação, hoje a Carris não teria dívida", disse o presidente da empresa, salientando que esta está a endividar-se "a 6 e 7% de spread para liquidar dívida que estava colocada com spread de 0,7%, o que tem um grande impacto nos resultados financeiros". Silva Rodrigues sublinhou a necessidade de encontrar uma solução para resolver o problema das dívidas das empresas públicas de transportes, que ascendem atualmente a cerca de 17 mil milhões de euros. O responsável disse que o Governo e a Troika estão a trabalhar para que se possa, "de facto, encontrar uma resposta", que pode passar "pela transferência da dívida para uma entidade exterior à própria empresa para poder ser gerida num quadro de dívida pública". Na terça-feira, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, disse que as dívidas das empresas públicas de transportes serão assumidas pelo Estado e garantiu que não serão "nem os utentes nem os trabalhadores" a pagá-las. ![]() ![]() ![]() 24/05/12, 08:40 Bosch vai criar 2 mil postos de trabalho na Alemanha este anoO grupo industrial alemão Bosch vai criar 2 mil postos de emprego na Alemanha em 2012, disse o diretor de24/05/12, 08:06 PepsiCo investe 1 milhão na fábrica do CarregadoA fábrica da PepsiCo/Matutano no Carregado instalou um projeto inovador na área da energia que vai permitir24/05/12, 01:06 Sonae surpreende com lucroO resultado líquido atribuível aos acionistas da Sonae afundou 86% no primeiro trimestre deste ano, recuando
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