A DouroAzul, líder no mercado nacional de cruzeiros fluviais, quer avançar com a dispersão de parte do seu capital em Bolsa até junho, disse o presidente da empresa, Mário Ferreira.
O empresário falava durante a assinatura de um contrato em Aveiro entre a DouroAzul e os estaleiros da Navalria, para a construção de um navio-hotel, que vais custar 12,4 milhões de euros.
"A empresa está totalmente estruturada para poder ir para a Bolsa, mas isso vai depender de muitos aspetos. Gostaria que a entrada na Bolsa acontecesse ainda no primeiro semestre deste ano", disse aos jornalistas o empresário.
Mário Ferreira admite abrir ao mercado um valor superior a 40% do capital da DouroAzul. "Uma percentagem que seja suficiente para criar um bom movimento e para que exista um bom fluxo de acções", adiantou.
O responsável afirmou que a entrada da DouroAzul na Euronext Lisbon tem como objetivo encontrar financiamento para a empresa. "Queremos adquirir capitais a um custo mais baixo e não estar a endividar em excesso a empresa para que o negócio possa crescer. Neste momento, precisamos de mais navios para satisfazer a procura".
A DouroAzul foi adquirida em 1996 pela empresa Ferreira & Rayford Turismo, criada por Mário Ferreira e, desde então, encontra-se em constante expansão.
A empresa dispõe de uma frota de dez embarcações composta por quatro navios-hotel, quatro barcos que efetuam cruzeiros diários, um iate de luxo e um barco rabelo.
A DouroAzul acaba de adjudicar a construção de mais um navio-hotel, com vista ao fortalecimento da internacionalização, mercado que representou no ano passado 70% das vendas da DouroAzul, com um valor superior a oito milhões de euros.