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EDPR anuncia contactos com a Google
Negócios
25/02/10, 12:56
OJE/Lusa

A EDP Renováveis (EDPR) já manteve contactos com a Google, recentemente autorizada a comprar e vender electricidade, bem como com outras empresas no mercado norte-americano que continua a ser "incontornável" para a estratégia da empresa.


"Já tivemos contactos com a Google e com empresas fora do sector energético que têm interesse em participar no mercado das renováveis, por diferente razões", disse hoje Rui Teixeira, administrador financeiro da empresa, questionado sobre este tema pela Lusa.


"São empresas que têm capacidade fiscal ou porque estão a desenvolver algum tipo de esforços que envolvem energia, eficiência energética. Não é novidade que haja esse interesse", afirmou.


Neste contexto a Google é "uma empresa muito relevante", mas "é mais uma no universo dos EUA" onde "aumenta a procura das renováveis".


Para Ana Fernandes, CEO da EDPR, a entrada de Google no mercado eléctrico e a sua aposta nas renováveis é "uma pista positiva para apoiar a tese de que o crescimento na área das renováveis é incontornável" na próxima década.


"É incontornável pela evolução tecnológica, pela necessidade de independência energética, pela racionalidade económica dos projectos, especialmente os mais maduros, que têm rentabilidades muito atractivas", afirmou.


Neste sentido, explicaram os dois responsáveis, os EUA continuam a ser um mercado "incontornável", sendo que em 2010 se antecipa que metade do crescimento da EDP Renováveis venha desta geografia.


Rui Pereira explicou que a empresa não pretende alterar o seu portfolio de investimentos, com projectos na Península Ibérica, França, Polónia, Roménia, EUA e Brasil.


Relativamente aos projectos offshore a empresa continua a desenvolvê-los, tendo iniciado consultas e estudos, tanto de impacto ambiental como para determinar condições, quantidades de parques necessários.


"Em 2014 temos a obrigação de definir investimentos que vamos fazer", explicou.


Noutro âmbito, Rui Teixeira destacou os sinais positivos no que toca ao financiamento, sendo que grande parte deste vem do seu principal accionista, a EDP.


No que toca ao project-finance, que representa menos de 10% do financiamento total, o responsável destaca sinais "muito positivos" começando a "haver liquidez para desenvolvimentos de qualidade".


"Começo a ver spreads a descer face a 2008. É uma tendência positiva e evidencia-se maior apetite por parte dos bancos em financiar", afirmou.


Ana Fernandes sublinha que os bancos continuam a dar financiamento, mas que a maior diferença face ao passado é "um maior cuidado na gestão destes créditos, na maior solidez das entidades a quem emprestam".


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