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ENEOP dará prioridade às exportações
Negócios
12/07/12, 01:02
OJE

O presidente da EDP Renováveis admite que as fábricas do consórcio Eólicas de Portugal (ENEOP), responsável pela instalação em Portugal de 1200 Megawatts (MW) de potência eólica, passarão a ser essencialmente exportadoras a partir de 2014.

 
"No projeto ENEOP, as exportações terão cada vez mais peso", afirmou ontem João Manso Neto, assumindo que o cluster liderado pela EDPR já instalou, em Portugal, 900 MW.

"Estamos a 75%, faltam 300 MW. Dentro de um ano e meio a dois anos, estará concluído", explicou, antevendo que, após 2014, as exportações serão a prioridade das fábricas do cluster que, em Viana do Castelo, representam seis unidades e cerca de 1500 postos de trabalho.
Parte substancial do investimento de 600 milhões de euros do consórcio consistiu na implementação, naquele concelho, de cinco fábricas da multinacional alemã Enercon, onde são produzidos todos os componentes dos aerogeradores.

"Este cluster foi bem pensado porque não foi criado para viver apenas do mercado interno, mas é competitivo internacionalmente, e metade da produção (da Enercon) já é exportada atualmente. Tem de viver cada vez mais do exterior", sublinhou  durante uma visita às fábricas. "A procura de eletricidade, em termos de renováveis, será cada vez maior e em países não tradicionais. Portanto, temos de estar preparados", disse.

Na visita às fábricas da Enercon, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, admitiu que o desenvolvimento do setor "deve continuar", mas "tendo a preocupação da moderação de custos na perspetiva do consumidor".
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