Enercon exportou 76,8 mil toneladas no segundo semestre
Negócios
23/01/12, 10:28 OJE/Lusa
A multinacional alemã Enercon, que funciona em Viana do Castelo com cinco fábricas de componentes e geradores eólicos, garantiu no segundo semestre de 2011 quase 77 mil toneladas de exportações a partir do porto local.
Os números foram divulgados à Agência Lusa pela administração da empresa em Portugal e indicam que no primeiro semestre de 2011 a Enercon exportou 2,7 mil toneladas de componentes eólicos, através de seis navios.
No segundo semestre do ano, esse volume subiu para 76,8 mil toneladas de exportações, através de 41 navios.
Exportações, sobretudo, de torres de betão e pás de rotor, produzidas nas fábricas do grupo em Viana do Castelo. Entre os destinos estão países como Roménia e Alemanha, além de França e Lituânia.
Segundo fonte da administração da Enercon Portugal, em 2012, o grupo prevê "manter a cadência de sete navios por mês" e, adicionalmente, também já foi iniciada a exportação de geradores.
Em Viana do Castelo, a multinacional emprega diretamente 1400 pessoas, com fábricas distribuídas pelos parques empresariais da Praia Norte e de Lanheses.
Entretanto, as dragagens de um novo canal de navegação no porto de mar de Viana do Castelo deverão estar concluídas no início de fevereiro, admitiu a administração do Porto de Mar de Viana do Castelo (APVC).
A operação, para retirada de 45.000 metros cúbicos de inertes, custará 270 mil euros e é descrita como vital, tendo em conta a pretensão da alemã Enercon de manter este nível de exportações a partir da margem direita do rio Lima, onde está instalada.
Os trabalhos arrancaram em meados de dezembro, foram suspensos pouco tempo depois e retomados já esta semana, face à "estabilização" das condições atmosféricas.
A necessidade desta operação de dragagem tem vindo a ser reclamada pela Enercon, cuja administração sublinha a necessidade de "melhorar a competitividade logística" destas operações, através da carga de componentes diretamente para os navios que atracam no seu cais.
Até agora, apenas os navios com menor calado, e portanto menor capacidade, podem carregar no cais da empresa, e prosseguir o processo na margem contrária, onde funciona o porto da cidade.
Segundo o administrador da Enercon, Francisco Laranjeira, este canal evitará o constante trânsito de viaturas pesadas de grandes dimensões pelo centro da cidade, "apenas" para passarem para a outra margem, onde o canal de navegação permite a atracagem de navios maiores.
A APVC garante que este canal de navegação ficará com uma quota mínima de 5,50 metros de profundidade, o que permitirá a operação de navios de maior calado, também na margem direita do rio Lima.
Em cinco anos, a Enercon tornou-se no maior empregador privado da região e tem em funcionamento fábricas de pás de rotor, torres de betão, mecatrónica e aerogeradores.
"Para que os navios que possam cá vir, sob o ponto de vista da logística, sejam mais competitivos, a Enercon quer ter a capacidade de produzir bem e exportar em condições competitivas", sublinhou o administrador da empresa em Portugal.