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Estado vende 40% da REN por 592,21 milhões
Negócios
02/02/12, 18:47
OJE/Lusa

O Estado acordou hoje a venda de 40% do capital da REN por 592,21 milhões de euros, o que representa um prémio de 150 milhões face ao preço do mercado, anunciou hoje a secretária de Estado do Tesouro.

Em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, Maria Luís Albuquerque afirmou que, como se esperava, a chinesa State Grid Internacional e a Oman Oil Company, de Omã, foram as selecionadas, e ficarão com 25 e 15% da empresa.
 
A chinesa pagou 2,9 euros por ação, ou seja, um prémio de 40% face à cotação do dia anterior à apresentação das propostas, que estava em 2,072 euros, perfazendo 287,15 milhões de euros, enquanto a Oman Oil Company pagou 2,56 euros por ação, o que representa um prémio de 23,6%, no total de 205,06 milhões de euros. No total, o valor representa um prémio de 150 milhões face ao preço do mercado.


A venda de uma participação pública de 40% na REN traz "maior conforto" financeiro à gestora das redes energéticas nacionais e parceiros para a internacionalização.
 
A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que "um aspeto muito importante [do plano estratégico com a State Grid] tem a ver com o financiamento que o China Development Bank disponibilizará para a REN, que permite à empresa ter muito maior conforto para enfrentar as necessidades de refinanciamento até 2014 e também um apoio substancial para a realização do programa de investimentos".
 
Maria Luís Albuquerque realçou o compromisso assumido pela empresa chinesa de "criar duas joint-ventures, em que as empresas entram em igualdade de circunstâncias, para investimentos em Angola e Moçambique". "Cada uma delas tem o direito de ser a primeira a ser convidada para a participação em oportunidades de investimento que a outra identifique", explicou.
 
O acordo com a State Grid, que pagará mais de 287 milhões de euros por 25% do capital da REN, prevê ainda a internacionalização para o Brasil e para a China. "A State Grid compromete-se a utilizar a REN como prestadora de serviços no Brasil, onde tem um conjunto de projetos de grande relevância, e em projetos de redes de energia renovável na China", revelou, adiantando que "pelo menos um destes projetos avançará até ao final do ano".
 
No pacote de contrapartidas firmado com a empresa chinesa, revelou, está ainda previsto a criação de um consórcio com a REN para futuros projetos de transmissão no Brasil e programas bilaterais de intercâmbios e estágios, bem como um centro de excelência de investigação e desenvolvimento para projetos relativos à energia eólica offshore em Portugal.
 
Também o acordo com a Oman Oil Company, empresa detida pelo fundo soberano do sultanato de Omã, que passará a deter 15% da gestora de redes energéticas, prevê "o desenvolvimento da economia nacional".
 
Na conferência de imprensa, Maria Luís Albuquerque destacou que a empresa árabe é "um investidor estratégico tipicamente de cariz mais financeiro", mas, realçou, que esta "mostrou-se entusiasmada com a perspetiva de cooperação entre ambos os países".
 
"Vemos aqui potencialidades muito interessantes para a REN mas também para outras empresas portuguesas", considerou a secretária de Estado, realçando a complementaridade dos dois futuros acionistas da companhia liderada por Rui Cartaxo.
 
Maria Luís Albuquerque sublinhou ainda que nem no caso da EDP nem no caso da REN estão a ser alienadas participações que confiram controlo: "não há uma posição de controlo assumido pelas empresas".
 
O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, considerou, por seu lado, que a segunda fase de privatização da REN, que vai permitir um encaixe para o Estado de cerca 600 milhões de euros, foi "um sucesso da economia nacional que prova que existe confiança dos investidores estrangeiros e que há confiança nas empresas portuguesas".

A venda de uma participação pública de 40% na REN traz "maior conforto" financeiro à gestora das redes energéticas nacionais e parceiros para a internacionalização.
 
A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que "um aspeto muito importante [do plano estratégico com a State Grid] tem a ver com o financiamento que o China Development Bank disponibilizará para a REN, que permite à empresa ter muito maior conforto para enfrentar as necessidades de refinanciamento até 2014 e também um apoio substancial para a realização do programa de investimentos".
 
Maria Luís Albuquerque realçou o compromisso assumido pela empresa chinesa de "criar duas joint-ventures, em que as empresas entram em igualdade de circunstâncias, para investimentos em Angola e Moçambique". "Cada uma delas tem o direito de ser a primeira a ser convidada para a participação em oportunidades de investimento que a outra identifique", explicou.
 
O acordo com a State Grid, que pagará mais de 287 milhões de euros por 25% do capital da REN, prevê ainda a internacionalização para o Brasil e para a China. "A State Grid compromete-se a utilizar a REN como prestadora de serviços no Brasil, onde tem um conjunto de projetos de grande relevância, e em projetos de redes de energia renovável na China", revelou, adiantando que "pelo menos um destes projetos avançará até ao final do ano".
 
No pacote de contrapartidas firmado com a empresa chinesa, revelou, está ainda previsto a criação de um consórcio com a REN para futuros projetos de transmissão no Brasil e programas bilaterais de intercâmbios e estágios, bem como um centro de excelência de investigação e desenvolvimento para projetos relativos à energia eólica offshore em Portugal.
 
Também o acordo com a Oman Oil Company, empresa detida pelo fundo soberano do sultanato de Omã, que passará a deter 15% da gestora de redes energéticas, prevê "o desenvolvimento da economia nacional".
 
Na conferência de imprensa, Maria Luís Albuquerque destacou que a empresa árabe é "um investidor estratégico tipicamente de cariz mais financeiro", mas, realçou, que esta "mostrou-se entusiasmada com a perspetiva de cooperação entre ambos os países".
 
"Vemos aqui potencialidades muito interessantes para a REN mas também para outras empresas portuguesas", considerou a secretária de Estado, realçando a complementaridade dos dois futuros acionistas da companhia liderada por Rui Cartaxo.
 
Maria Luís Albuquerque sublinhou ainda que nem no caso da EDP nem no caso da REN estão a ser alienadas participações que confiram controlo: "não há uma posição de controlo assumido pelas empresas".
 
O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, considerou, por seu lado, que a segunda fase de privatização da REN, que vai permitir um encaixe para o Estado de cerca 600 milhões de euros, foi "um sucesso da economia nacional que prova que existe confiança dos investidores estrangeiros e que há confiança nas empresas portuguesas".
A venda de uma participação pública de 40% na REN traz "maior conforto" financeiro à gestora das redes energéticas nacionais e parceiros para a internacionalização.
 
A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, afirmou hoje que "um aspeto muito importante [do plano estratégico com a State Grid] tem a ver com o financiamento que o China Development Bank disponibilizará para a REN, que permite à empresa ter muito maior conforto para enfrentar as necessidades de refinanciamento até 2014 e também um apoio substancial para a realização do programa de investimentos".
 
Maria Luís Albuquerque realçou o compromisso assumido pela empresa chinesa de "criar duas joint-ventures, em que as empresas entram em igualdade de circunstâncias, para investimentos em Angola e Moçambique". "Cada uma delas tem o direito de ser a primeira a ser convidada para a participação em oportunidades de investimento que a outra identifique", explicou.
 
O acordo com a State Grid, que pagará mais de 287 milhões de euros por 25% do capital da REN, prevê ainda a internacionalização para o Brasil e para a China. "A State Grid compromete-se a utilizar a REN como prestadora de serviços no Brasil, onde tem um conjunto de projetos de grande relevância, e em projetos de redes de energia renovável na China", revelou, adiantando que "pelo menos um destes projetos avançará até ao final do ano".
 
No pacote de contrapartidas firmado com a empresa chinesa, revelou, está ainda previsto a criação de um consórcio com a REN para futuros projetos de transmissão no Brasil e programas bilaterais de intercâmbios e estágios, bem como um centro de excelência de investigação e desenvolvimento para projetos relativos à energia eólica offshore em Portugal.
 
Também o acordo com a Oman Oil Company, empresa detida pelo fundo soberano do sultanato de Omã, que passará a deter 15% da gestora de redes energéticas, prevê "o desenvolvimento da economia nacional".
 
Na conferência de imprensa, Maria Luís Albuquerque destacou que a empresa árabe é "um investidor estratégico tipicamente de cariz mais financeiro", mas, realçou, que esta "mostrou-se entusiasmada com a perspetiva de cooperação entre ambos os países".
 
"Vemos aqui potencialidades muito interessantes para a REN mas também para outras empresas portuguesas", considerou a secretária de Estado, realçando a complementaridade dos dois futuros acionistas da companhia liderada por Rui Cartaxo.
 
Maria Luís Albuquerque sublinhou ainda que nem no caso da EDP nem no caso da REN estão a ser alienadas participações que confiram controlo: "não há uma posição de controlo assumido pelas empresas".
 
O ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, considerou, por seu lado, que a segunda fase de privatização da REN, que vai permitir um encaixe para o Estado de cerca 600 milhões de euros, foi "um sucesso da economia nacional que prova que existe confiança dos investidores estrangeiros e que há confiança nas empresas portuguesas".


 
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