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Fernando Pinto sai da TAP em 2012
Negócios
10/03/10, 10:48
OJE/Lusa

O presidente da TAP já informou o Governo que quer deixar a liderança da companhia aérea no final deste mandado, disse Fernando Pinto em entrevista à Lusa.

 

 
"Já informei o Governo que terminado o mandato - daqui a praticamente dois anos - acho que é o momento de passar a liderança para outro", disse o presidente da TAP, acrescentando em jeito de balanço: "Está a ser um óptimo desafio".

 
Fernando Pinto, e a sua equipa, chegou à TAP em Outubro de 2000 com o objectivo de preparar a empresa para a privatização, mas desde então não só a companhia não foi vendida, como previsto, à SwissAir como teve de enfrentar outro tipo de problemas.

 
"Na realidade não se tem sorte quando se enfrenta o 11 de Setembro, a gripe, a guerra, duas crises de petróleo, mais uma gripe, ataques de low-cost, enfim, tudo o que é possível", recordou o engenheiro brasileiro.

 
"É muito tempo numa empresa, serão doze anos praticamente e é um sacrifício, pode ter a certeza. Não é fácil. Não só são os problemas externos, são os problemas internos também, enfrentar greves. É muito desgastante, mas faz parte e eu gosto. Sinto-me motivado pelos desafios, mas é o momento em que digo: Bom é muito tempo já, é hora de formar outras pessoas para que assumam a liderança", disse na entrevista que Lusa publica hoje na íntegra.

 
O presidente da TAP garante que, numa altura em que a companhia está novamente num processo de recuperação depois de um 2008 que foi um "tsunami para as contas da empresa" [prejuízos de mais de 280 milhões de euros], que a sua preocupação, tomada esta decisão, é "deixar a casa preparada".

 
"A minha preocupação é essa", disse, exemplificando: "Há agora determinados grupos que nos estão a apresentar programas de redução de custos que desenvolveram por iniciativa própria, obviamente incentivados por um programa mais central, mas são iniciativas internas da empresa, sem qualquer ajuda externa que, na minha opinião, permitem que esta empresa tenha uma continuidade de vida com muito mais tranquilidade do que nós [equipa de gestão] tivemos até agora".

 
As reduções de custos, garante, não passam pela redução de pessoal. "Não estamos a falar em reduzir custos de pessoal de forma drástica ou coisa desse tipo. A empresa hoje em termos de pessoal já é muito eficiente e tem-se procurado que cada vez que há uma pequena condição de crescimento procurar dividir com o trabalhador", disse o presidente da companhia.

 
"Já somos a quarta empresa europeia em termos de eficiência, mas acho que com essa iniciativa vamos trazer a empresa para uma base de custos em que fica realmente competitiva. O cuidado é não estragar. Não podemos destruir a empresa. Ela tem que estar cada vez melhor e está tendo um resultado realmente cada vez melhor", apontou.

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