A quebra abrupta das cotações da GM foi espoletada pela notícias de que um grupo de seis administradores da companhia, entre eles o ex-vice-presidente Robert Lutz, tinham vendido as suas acções por um valor equivalente a 230 mil euros.
O afundamento em Bolsa da GM torna mais complicado que o grupo escape ao regime de protecção de credores, regulado pelo Capítulo 11 da Lei das Falências dos EUA. O próprio presidente da GM, Fritz Henderson, reconheceu ontem "ver como mais provável que a companhia tenha de recorrer ao Capítulo 11 para levar a cabo a reestruturação do seu negócio".
Se recorrer ao Capítulo 11, a GM poderá suspender os pagamentos da sua dívida, ao mesmo tempo que ficará a salvo de um eventual pedido de falência requerido por algum dos seus credores, ganhando tempo para preparar o seu plano de recuperação.
Também a Ford Motor, o único dos três grandes grupos automóveis ame-ricanos que não requereu ajuda ao governo, acusou ontem uma quebra na Bolsa, recuando 15%, para 5,16 dólares a meio da manhã, antes de recuperarem ligeiramente para 5,53 dólares. A baixa da Ford deveu-se ao anúncio da emissão de 300 milhões de acções, que vão diluir o valor de mercado da companhia.


