As empresas HP e JP Sá Couto estão interessadas no concurso público internacional para o fornecimento de 250 mil novos computadores portáteis do programa e.escolinha, cujo prazo para a entrega de propostas termina na sexta-feira.
A HP está interessada neste concurso, disse à agência Lusa fonte oficial da empresa.
Também a JP Sá Couto, que forneceu os 400 mil portáteis Magalhães da primeira fase do concurso, está interessada neste concurso.
"A JP Sá Couto concorreu" e "elaborou uma proposta dentro do preço do concurso e com soluções técnicas adequadas a este", disse à Lusa fonte oficial da empresa de Matosinhos.
A mesma fonte acrescentou que a "JP Sá Couto espera serenamente pelo resultado final deste concurso, acreditando, tal como acontece noutros países, que a sua solução é a melhor para educação".
A Toshiba, que inicialmente tinha demonstrado interesse no concurso do e.escolinha, acabou por decidir não participar.
O "valor por equipamento fixado pelo concurso veio a revelar-se insuficiente para suportar a aquisição, a instalação e manutenção dos equipamentos fornecidos durante o seu ciclo de vida útil", explicou à Lusa o director-geral da Toshiba, João Amaral.
A Lusa contactou, sem sucesso, a Acer que, em Janeiro, afirmou estar interessada no concurso.
O prazo para a entrega de propostas para o concurso do programa e.escolinha, que terminava no dia 23 de Fevereiro, foi prorrogado até sexta-feira, na sequência "dos pedidos de esclarecimento e das dúvidas levantadas pelos concorrentes", explicou à Lusa fonte oficial do Ministério da Educação, escusando-se a avançar se já tinha recebido alguma proposta.
Lançado no início de Janeiro, este concurso prevê a fornecimento e garantia técnica, por três anos, de 250.000 computadores portáteis para os alunos do primeiro ciclo do ensino básico, num investimento de 50 milhões de euros por parte do Governo, 45 milhões dos quais financiados pelo Orçamento do Estado.
Recorde-se que a primeira fase do concurso do programa e.escolinha gerou polémica depois de o fabrico dos computadores Magalhães ter sido atribuído sem concurso público à JP Sá Couto.
Na sequência desta polémica, a Fundação para as Comunicações Móveis, que gere o programa e.escolinha, está a ser alvo de uma comissão eventual de inquérito parlamentar, que tem como objectivo saber em que moldes foi adjudicado o fornecimento dos computadores Magalhães à JP Sá Couto.