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La Seda e banca acordam prorrogamento de prazo de negociação da dívida
Negócios
02/10/09, 12:23
OJE/Lusa

A química espanhola La Seda anuncia ter conseguido um acordo com os bancos credores para prorrogar durante quatro semanas o prazo de negociação da dívida, contando com o apoio dos seus accionistas e das entidades financeiras.
O anúncio, comunicado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, surge dois dias depois do fim do prazo dado pelos bancos para a renegociação de uma dívida de 868 milhões de euros.
As instituições bancárias, que representam 67% do passivo, aceitaram em Agosto refinanciar 150 milhões de euros da dívida, no quadro de um plano de reestruturação da empresa, que tem entre os seus accionistas o grupo português Imatosgil Investimentos SGPS e a CGD.
Segundo a nota divulgada pela CNMV a La Seda consegue um adiamento de quatro semanas do stand still da dívida mas terá igualmente conseguido o apoio da banca para a refinanciar.
Agora a direcção da empresa "continuará a intensificar os seus esforços para continuar a negociar e formalizar os acordos que permitam iniciar imediatamente o plano de reestruturação aprovado".
Na nota a direcção da La Seda diz contar com o apoio dos principais accionistas e dos possíveis sócios, entre eles o grupo português BA Vidro de Carlos Moreira da Silva, que esta semana admitiu entrar no início do próximo ano no capital da La Seda, desde que a empresa catalã aprove o plano de reestruturação e o aumento de capital em 150 milhões de euros.
Além do plano de reestruturação da empresa a La Seda quer consolidar medidas para assegurar a liquidez a curto prazo e assim permitir que a produção continue a decorrer, melhorando a posição de tesouraria "a curto prazo".
Para isso estão a ser negociados apoios do Institut Català de Finances; financiamento do Banco Caixa Geral (do grupo CGD) para o projecto de Sines e ainda o estabelecimento de linhas temporárias de financiamento com Sindicato de Bancos.
Na nota divulgada hoje a La Seda dá ainda conta de acções judiciais contra várias entidades do Grupo Selenis e Jatroil, por dívidas à química com sede em Barcelona.
Recorde-se que a La Seda aprovou a 26 de Agosto as contas do primeiro semestre do ano, marcadas por uma queda de 43% na facturação - para 521 milhões de euros.
Os resultados, afectados, segundo a empresa, pelas paragens de produção em algumas das unidades fabris "por falta de liquidez e acesso a matéria-prima", traduziram-se em perdas brutas de 70 milhões de euros no primeiro semestre. "Perante a complexa situação que a La Seda de Barcelona está a atravessar, a empresa conseguiu manter um EBITDA operativo de quatro milhões de euros", referiu na altura a empresa.
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