A La Seda de Barcelona, participada da Caixa Geral de Depósitos e da Imatosgil, estima concluir até ao final do ano o acordo com as 55 instituições financeiras a quem deve cerca de 600 milhões de euros, depois de, na passada quarta-feira, ter reorganizado a dívida de 62 milhões de euros que detém com a Veolia Environnement na fábrica de Sines.
De acordo com o site Cinco Días, o grupo espanhol conseguiu 77,5% dos votos de 83% das instituições credoras para pagar a dívida em oito anos, com dois de carência. José Luis Morlanes, presidente da La Seda, afirmou ao site que vários bancos que votaram a favor impuseram diversas condições. Ainda assim, o responsável pela companhia admitiu que poderá recorrer ao sistema inglês, que permite um acordo com 75% dos votos favoráveis, por contraponto ao espanhol que exige a totalidade. De acordo com José Luis Morlanes, a única forma de assegurar a viabilidade do grupo será avançar com o aumento de capital aceite ontem durante uma reunião de accionistas extraordinária, no qual a empresa portuguesa BA Vidro já se comprometeu a investir 100 milhões de euros, enquanto o consórcio de bancos entraria com mais 150 milhões. Depois deste aumento, as instituições financeiras passam a deter 41% do capital da La Seda quando for realizado no próximo ano. O grupo informou, na passada quarta-feira, que acordou com a Veolia Environnement a reestruturação da dívida de 62 milhões de euros que estava a bloquear a construção da fábrica de PTA em Sines. O projecto foi entregue pela La Seda à companhia francesa em 2008 e contempla a adjudicação da central de serviços energéticos por 15 anos e o desenvolvimento técnico conjunto do projecto, refere o Cinco Días. O grupo estará ainda a negociar um plano de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos para Sines de forma a concluir a construção da fábrica no final do próximo ano.
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