Leoni cumpre primeiro dia de paragem em Viana do Castelo Negócios 16/02/09, 11:51OJE/Lusa A fábrica de Viana do Castelo do grupo alemão Leoni, que emprega 700 trabalhadores e se dedica à produção de cablagens para automóveis, cumpre hoje o primeiro dos 23 dias de paralisação previstos até finais de Julho. Fonte sindical afirmou que vai pedir a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho e participar o caso a tribunal, por considerar que esta paralisação é ilegal.
"A comissão sindical da empresa não foi tida nem achada neste processo, o que é manifestamente ilegal", afirmou.
A mesma fonte criticou ainda o facto de esta paragem ser feita "exclusivamente à custa dos trabalhadores", que "não receberão um único cêntimo que seja" pelos dias em que terão que ficar em casa, o que poderá significar entre 150 a 200 euros a menos no salário no final do mês.
A Administração da Leoni Viana justifica a redução do período de trabalho com a crise internacional e a consequente quebra na venda de automóveis e refere que "é um instrumento jurídico indispensável" para a fábrica fazer face "à situação de particular dificuldade que está a atravessar".
"O recurso à presente medida - por necessária e adequada à recuperação económica da empresa - é reconhecidamente menos lesiva para os trabalhadores abrangidos do que o despedimento", lê-se num documento enviado à Segurança Social.
"O nosso objectivo é manter os postos de trabalho e assegurar a viabilidade de empresa. Não deverá entender tratar-se - pois não é essa a nossa intenção - o presente recurso como um sucedâneo ou uma iminência de despedimentos colectivos. O que se pretende é exactamente o contrário", acrescenta a empresa.
A fábrica vai parar 23 dias: hoje e na próxima segunda-feira e ainda todas as sextas-feiras de Março, Abril, Maio, Junho e Julho.
Nesses dias, a empresa garante que manterá os direitos e garantias dos trabalhadores, na medida em que não pressuponham a efectiva prestação de trabalho.
Na perspectiva de um "clima favorável", a Leoni Viana tinha previsto trabalhar entre 101 mil e 117 mil horas mensais, nos primeiros sete meses deste ano, uma carga horária que, com a crise económica internacional, variará entre as 75 mil e as 95 mil horas.
A Leoni Viana tem como principal cliente a PSA (Peugeot Citroën) de Rennes, em França, que também já anunciou o encerramento da sua produção em três, 11 e oito dias, respectivamente, para Janeiro, Fevereiro e Março
Um encerramento que acarreta, em termos globais, uma redução de 21% da produção da Leoni Viana.
Outro dos clientes da empresa é a Fiat Ducato, que também já procedeu a cortes na sua actividade, decorrente da quebra de encomendas.
A Leoni Viana - comprada há um ano ao grupo francês Valeo - garante que desde 2003 as suas vendas "têm vindo a diminuir significativamente", passando de 57,3 milhões de euros nesse ano para 31,3 milhões em 2007.
Em 2008, as vendas subiram 24,8% em relação ao ano anterior, mas apenas devido a uma produção episódica para dois clientes, que obrigou mesmo à contratação de 287 trabalhadores temporários. O grupo Leoni é um fornecedor global de fios, cabos e sistemas de ligação, tem aproximadamente 51 mil colaboradores e 70 fábricas. ![]() ![]() ![]() 24/05/12, 15:48 Metro de Lisboa reduz prejuízo em 1,5% em 2011O Metropolitano de Lisboa fechou o ano de 2011 com um prejuízo de 146,1 milhões de euros, valor que representa uma redução de 1,5% em comparação com o ano24/05/12, 15:42 Acionistas processam FacebookQuatro dias após a entrada em Bolsa do Facebook, as ações da empresa subiram, mas a rede social enfrenta ações judiciais interpostas pelos acionistas.24/05/12, 15:17 Jet2 inaugura ligação semanal Faro/BelfastA companhia aérea Jet2 inaugura no sábado uma ligação aérea entre Faro e Belfast, na Irlanda do Norte, que será assinalada com uma ação de boas-vindas24/05/12, 15:02 Novo bloco da Repsol no Brasil é uma das maiores descobertas do anoA empresa espanhola Repsol anunciou que o seu novo bloco petrolífero, encontrado recentemente ao largo da costa do Brasil, foi "uma das maiores descobertas no |