O grupo Mota-Engil quer passar dos 20 milhões para os 120 milhões de euros de facturação em Cabo Verde nos próximos três anos, disse à Lusa, Jorge Coelho, o CEO da companhia.
O gestor, que esteve esta semana naquele país, disse que a Mota-Engil irá concorrer a todos os concursos de infra-estruturas e obras públicas, tendo já dado conhecimento dessa intenção ao governo cabo-verdiano.
A participada Mota-Engil Engenharia Cabo Verde irá apostar nas parcerias com empresas locais e as áreas prioritárias serão a construção de habitação e de estradas, ampliação de portos, construção de barragens, energias alternativas e tratamento de resíduos sólidos, incluindo a construção de aterros sanitários.
Jorge Coelho disse, ainda citado pela Lusa: "Cabo Verde transformou-se numa prioridade para o grupo. É um país estável, tem boa governação e tem um grande potencial de desenvolvimento e de negócio". A subsidiária local adquiriu a cabo-verdiana Penta, que actua no aluguer de equipamentos e de maquinaria, e, mais recentemente, criou a AGIR, em parceria com empresários locais, para actuar no ambiente e gestão integrada de resíduos.
Entre os projectos imediatos a que a Mota-Engil pretende concorrer está a construção da estrada entre o aeroporto da Boavista e a localidade de Lacação, bem como a reconstrução e construção de portos nas ilhas do Fogo e da Brava.
A Mota-Engil está também a analisar três barragens agrícolas na ilha de Santiago que poderão ser aproveitadas como mini-hídricas. A companhia está igualmente interessada em outras dez barragens e que serão anunciadas a prazo.
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