O grupo Mota-Engil está a estudar a entrada no sector da construção civil no Brasil, afirmou à Reuters o CFO da empresa, Luís Silva. Adiantou que a eventual entrada nesta área, depois de uma forte aposta nos serviços naquele país, está ligada a "oportunidades de um mercado em que operam grandes empresas mundiais, mas que tem um enorme potencial de crescimento".
O gestor adiantou sobre esta matéria que a decisão poderá ainda ser tomada este ano. Luís Silva disse ainda à Lusa esperar uma forte recuperação dos resultados neste segundo semestre, "com aumento do volume de negócios e da performance operacional".
A empresa fechou o semestre penalizada pela participada Martifer, já que o resultado atribuível ao grupo atingiu os 19,59 milhões de euros, contra 57,8 milhões de euros do semestre homólogo. No entanto, se se excluir a Martifer, o grupo revelou um crescimento do resultado líquido da ordem dos 37,1%.
O volume de negócio no semestre subiu para 900 milhões de euros, mais 2,6%, enquanto as margens EBITDA e EBIT melhoraram 11,5% e 6,7%, respectivamente. A carteira de encomendas em Junho situava-se nos 3,5 mil milhões de euros, um valor idêntico ao do final do ano passado.
Luís Cardoso da Silva referiu ainda à Reuters que "o recebimento das dívidas referentes aos projectos em Angola está já acordado com as autoridades angolanas, sendo de prever a total regularização até final do primeiro trimestre de 2011". Questionado ainda sobre o impacto do aumento do custo do funding, o gestor disse que o grupo "se preparou para o eventual aumento do custo do capital alheio, assim que a retoma económica se verificar". Deixou ainda no ar a possibilidade de desinvestimentos em activos não "core".
O Metropolitano de Lisboa fechou o ano de 2011 com um prejuízo de 146,1 milhões de euros, valor que representa uma redução de 1,5% em comparação com o ano
A empresa espanhola Repsol anunciou que o seu novo bloco petrolífero, encontrado recentemente ao largo da costa do Brasil, foi "uma das maiores descobertas no