O grupo Ongoing está a estudar possibilidades de investimentos no sector de televisão no Brasil, segundo afirmou o presidente do grupo português de media, Nuno Vasconcellos, no Rio de Janeiro.
"Somos um grupo de media, queremos estar em todas as plataformas, temos a estratégia da língua portuguesa, onde temos sinergias na produção de conteúdos e 80% dos falantes do português estão aqui (no Brasil)", afirmou.
Os estudos envolvem oportunidades de negócios em toda a cadeia do sector televisivo, desde a produção de conteúdos, empresas de TV a cabo, produtores até ao estabelecimento de parcerias estratégicas.
"Podemos investir onde houver potencial de crescimento. Pensamos em fazer conteúdos para todas as plataformas", afirmou o Vasconcellos, que recebeu uma homenagem da comunidade empresarial luso-brasileira.
A Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro entregou o prémio "Empresária do Ano" a Maria Alexandra Mascarenhas Vasconcellos, mulher de Nuno Vasconcellos e presidente da Ejesa, empresa brasileira participada pelo grupo Ongoing.
Desde o lançamento do jornal Brasil Económico, em Outubro de 2009, a Ejesa passou a controlar outros três títulos, nomeadamente os generalistas O Dia e Meia Hora, além do desportivo Marca Campeão, em parceria com o grupo espanhol Marca.
O conjunto dos quatro títulos detidos pela Ejesa já atinge uma audiência diária superior a 3,2 milhões de leitores nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Nuno Vasconcellos salientou ainda que, um ano após o lançamento do Brasil Económico, os resultados estão "acima das expectativas, com muitas metas já alcançadas antes do tempo".
"Quando o produto é bom, o resto acaba por acontecer. Gostava de fazer parcerias, ainda faltam o rádio e a televisão", disse o empresário.
Os estudos de oportunidades de negócios em televisão estão a ser feitos pela CTN - Conteúdos Transnacionais, empresa controlada pelo grupo Ongoing responsável pelo tratamento de conteúdos para diferentes plataformas.
"Estamos à procura de oportunidades de negócios para fazer o que sabemos fazer", disse o responsável pela CTN, Fernando Maia Serqueira, ao salientar que quem opera neste mercado "está condenado a estar em várias plataformas".