O conselho de administração da Petrobras aprovou o pagamento de 42,5 mil milhões de dólares ao governo brasileiro através de uma emissão de novas acções para obter como contrapartida o direito de exercer actividades de exploração e produção de petróleo no offshore do país.
A Petrobras indicou em comunicado que a emissão deverá permitir ao governo e aos accionistas minoritários manter as suas participações na companhia. Esta transacção entre o governo e a Petrobras insere-se nos planos do executivo brasileiro de aumentar o controlo sobre as reservas, aprovados depois da descoberta realizada pela petrolífera no Tupi, considerada uma das maiores de sempre da história.
A petrolífera estatal brasileira refere que o contrato limita a produção a 4.999 milhões de barris equivalentes de petróleo. A agência Bloomberg adianta que a Petrobras irá pagar uma média de 8.51 dólares por barril, depois de ter negociado com o governo nas duas últimas semanas. Mais de metade do crude provirá do campo Franco, localizado no offshore da Bacia de Santos, enquanto o restante será extraído dos campos Iara e Florim.
Um analista adiantou à Bloomberg que o valor acordado está acima do esperado pelo mercado. "As condições do mercado agora são inferiores ao desejado, mas a Petrobras tem um bom historial de crescimento a longo prazo", referiu.
Haroldo Lima, responsável pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) brasileira, afirmou à agência no início de Agosto que 8 dólares por barril seria um preço razoável a pagar pelas reservas.
A companhia pretende investir, no período de 2010-2014, cerca de 224 mil milhões de euros nas áreas de exploração e produção, refinação, transporte e comercialização.
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