A Impresa, após ter saído do vermelho em 2009 com um lucro de 7,8 milhões de euros , prevê que o resultado líquido volte a crescer em 2010, ano em que o principal objectivo é prosseguir o crescimento, disse Francisco Pinto Balsemão, CEO.
Em 2009, a Impresa "cumpriu integralmente os seus objectivos" de regresso aos lucros, revertendo o prejuízo de 26,9 milhões de euros de 2008; de corte de custos, que pró-forma caíram 18% para 48,1 milhões de euros; e de redução de dívida que desceu 9,8 milhões de euros para 231,3 milhões de euros.
Apesar das receitas terem descido 7,3% para 253,2 milhões de euros em 2009 - "um annus horribilis, um dos piores anos das últimas décadas dadas as condições macro muito difíceis" - o EBITDA cresceu 71,9% para 33,3 milhões de euros, tendo a margem EBITDA subido para 13,1% versus 7,1%.
"Para 2010, estimamos um aumento das receitas consolidadas, esperamos uma melhoria da margem EBITDA, vamos continuar a reduzir o passivo remunerado. Estimamos que os resultados líquidos voltem a crescer em 2010", afirmou o Chief Executive Officer (CEO) aos jornalistas.
Salientou que o lucro de 2009, ano em que a economia de Portugal atravessou a pior recessão desde 1975 e se contraiu 2,7%, mostrou que a Impresa estava preparada após ter "arrumado a casa" em 2008 e encetado uma profunda restruturação, tratado das imparidades e encerrado negócios pouco rentáveis.
A chave para o resultado de 2009 esteve no corte dos custos operacionais, que foram muito claros na área de publishing.
"Em 2009 enfrentámos a recessão e conseguimos um regresso aos resultados positivos e diminuir a dívida remunerada e, por essa via, garantir algo que para nós é sagrado que é a independência Editorial", frisou o CEO, na apresentação dos resultados do quarto trimestre de 2009.