A Market Access quer contribuir com a internacionalização de marcas brasileiras, por meio de sua estrutura em dezenas de países, disse à Lusa o responsável pela empresa de consultoria portuguesa em negócios internacionais.
Pedro Vieira salientou que a consultoria portuguesa tem intensificado os seus contactos juntos às empresas brasileiras interessadas em vender produtos e serviços no mercado internacional.
"O Brasil está na moda no estrangeiro e as empresas brasileiras estão a procurar oportunidades para expandir seus negócios, querem ganhar dimensão internacional", afirmou o responsável.
O primeiro passo da consultoria portuguesa foi a abertura de um escritório em São Paulo, que passou a integrar a estrutura da multinacional, actualmente presente em cerca de 30 países.
"O Brasil é um mercado prioritário para nós precisamente porque identificamos a necessidade e a vontade de muitas empresas brasileiras de abordarem o mercado internacional", disse.
"E a Market Access tem a possibilidade de contribuir com a internacionalização dessas marcas brasileiras em vários países, evitando cometer erros de desconhecimento do mercado", salientou Vieira.
A meta da consultoria portuguesa é obter entre 10 a 15 clientes até 2011, e duplicar esse número ao final de dois anos de actuação no mercado brasileiro.
Criada em 2005, a Market Access auxilia empresas a internacionalizar suas marcas, por meio de uma rede de escritórios na China, Espanha, Rússia, Irão, Moçambique, Angola, Japão, Turquia, EUA, Coreia do Sul e outros.
No Brasil, três empresas portuguesas já actuam com o apoio da Market Access, nomeadamente a Displax, fabricante de displays interactivos, a Primavera Software e a Edigma, nomeada como uma das 100 companhias mais inovadoras da Europa, pela revista Red Herring.
"Percebemos que muitas empresas conhecem mal o Brasil e sua cultura de negócios, pensam que o mercado brasileiro é mais fácil de abordar do que realmente é", disse.
Pedro Vieira salientou que a consultoria portuguesa permite que as empresas evitem erros de desconhecimento e também custos fixos "que não fazem sentido, numa primeira fase de abordagem do mercado".