Programa de rescisões amigáveis no Barclays termina em meados de março
Negócios
07/02/12, 16:42 OJE
O programa de rescisões amigáveis anunciado pelo Barclays aos seus colaboradores na segunda-feira termina em meados de março, disse hoje à Lusa fonte oficial do banco.
O jornal i noticiou hoje que o banco tinha enviado aos seus 2500 colaboradores uma mensagem onde informava das condições do programa de rescisões amigáveis que a instituição vai aplicar.
Contactada pela Lusa, fonte oficial do Barclays confirmou que o programa foi divulgado na segunda-feira e que "vigora até meados de março", escusando-se a avançar detalhes. A mesma fonte sublinhou que "esta é a primeira vez que o banco avança com um programa com estas características".
Segundo o banco, "o plano apresentado é de adesão estritamente voluntária, não obrigando qualquer colaborador a responder afirmativa ou negativamente. Apenas os colaboradores que considerem esta uma oportunidade para encarar novas realizações pessoais ou profissionais responderão se assim o desejarem", adiantou fonte oficial da instituição bancária.
A fonte explicou que este programa insere-se numa política de redução de custos, uma vez que atendendo "à desaceleração do mercado, o nível da atividade bancária reduziu significativamente e não se encontra adequado à base de custos atual".
Nesse sentido, "procuramos uma redução na nossa base de custos prioritariamente através de um plano que concilia esta necessidade com a criação de oportunidades para os colaboradores que considerem oportuno aproveitá-las", acrescentou.
"Este plano insere-se na prossecução de medidas de gestão responsáveis implementadas pelo banco que permitirão manter uma operação saudável, protegendo o negócio, os colaboradores e o serviço aos clientes, neste e nos próximos anos".
Questionado sobre o valor aproximado do corte de custos, a mesma fonte explicou que o objetivo do plano é adequar a base de custos "ao nível atual de atividade do negócio bancário".
Já sobre o número de colaboradores a reduzir, fonte oficial garantiu que "não existe um número definido de colaboradores. O que se pretende é a redução da base de custos".
Questionado sobre o que poderá acontecer se não houver muitos colaboradores a aderir ao programa, o banco considera ser "prematuro avançar com previsões de adesão ao mesmo".
No entanto, "se esta redução não for alcançada através deste plano, o banco, como qualquer outra organização, poderá ter de recorrer a outras medidas, sempre no respeito pelos colaboradores e pela legislação em vigor", adiantou.
Atualmente, o Barclays tem cerca de 2500 colaboradores e 279 agências em Portugal.
O banco está em Portugal desde 1981, "estando neste momento a proceder à consolidação da sua posição no país, tomando em cada momento as medidas de gestão que permitem a continuação de uma operação saudável e preparada para acompanhar o crescimento do mercado quando tal acontecer".
Segundo a mesma fonte, "uma das provas do compromisso do Barclays com Portugal é, por exemplo, o papel crescente que o banco tem vindo a desempenhar na concessão de crédito a longo prazo aos particulares (crédito à habitação) e às empresas (programas PME Invest)".