09/02/10, 10:32
Depois do encerramento de 120 lojas no ano passado, a multinacional Blockbuster é a mais recente "vítima" da pirataria ilegal, que, segundo a Associação do Comércio Audiovisual (ACAPOR) é uma das principais causas da crise no negócio do aluguer de filmes.
"Os clubes de vídeo estão a definhar e a causa principal é a pirataria: o Governo não se interessa pelos descarregamentos ilegais. Os filmes podem ser descarregados em sete minutos, e por isso as pessoas fazem-no em casa e deixaram de ir à loja", denuncia o porta-voz da ACAPOR, Nuno Pereira.
Para atrair novamente os consumidores às lojas os clubes de vídeo voltam-se para outros modelos. "Estamos a tentar implementar as tarifas planas: o cliente paga determinado valor por mês e aluga quantos filmes quiser", explica Nuno Pereira. Mas para isso é preciso ter mais cópias e os clubes de vídeo querem preços mais baixos.
"Os editores precisam de entender que as condições mudaram e que é preciso baixar os preços porque o negócio já não tem a mesma rentabilidade", diz Nuno Pereira.
O porta-voz da ACAPOR declarou que cada filme custa cerca de 40 euros, mais IVA, o que considera ser um preço demasiado elevado para permitir às lojas adquirir um número suficiente de cópias.
"As tarifas planas ainda estão numa fase inicial e é preciso ter mais filmes: uma ou duas cópias não chegam".
A indústria quer também minimizar os motivos de desagrado dos clientes dos clubes de vídeo: as multas e os prazos de devolução limitados.
"Estamos a tentar reduzir esse problema para o consumidor", afirma Nuno Pereira.


