05/11/09, 17:18"Estamos a falar de uma redução das receitas entre 15 e 25% consoante os destinos e os segmentos", afirmuu Henrique Veiga à agência Lusa quando questionado sobre o balanço do sector até ao final de Outubro.
O responsável diz existirem "segmentos e regiões onde as perdas ascendem a 40%" e considera que se mantiveram as expectativas avançadas no início do ano.
"O Verão não contrariou esta expectativa de quebra de receitas porque a partir de Junho a ocupação recuperou, mas os preços desceram", justifica.
Para o próximo ano o presidente da AHP não antevê melhorias. "A não ser que haja factores extraordinários, mantenho-me pessimista".
Os dados da AHP referentes aos primeiros oito meses do ano, face ao período homólogo, apontam para uma quebra global de 11,82% na taxa de ocupação por quarto, para 57,53%; e de 11,94% no preço médio por quarto disponível (REvPar), para 39,09 euros.
A maior descida nas receitas por quarto regista-se nos hotéis de cinco estrelas, com uma quebra de 17,82%, para um preço médio de 52,91 euros, sendo também neste segmento que se regista a maior quebra da taxa de ocupação por quarto, em 18,23 para 48%.
Os hotéis de três estrelas são os que registam a menor quebra, quer no RevPar (-7,80%, para 30,14 euros), quer na taxa de ocupação (-6,89 para 60,2%).
Em termos de regiões verifica-se que Viseu foi a zona onde a taxa de ocupação por quarto mais caiu entre Janeiro e Agosto, em 25 para 29,92%.
Lisboa foi a região onde se registou maior quebra nos preços, de 17,68%, para 46,64 euros. O preço dos quartos dos hotéis de cinco estrelas na capital registou mesmo a maior quebra a nível nacional, em 27,28%, seguida da Madeira, cujo preço médio caiu 25,20%.


