Trabalhadores da Leoni contestam lay-off Negócios 03/03/09, 18:36OJE/Lusa Os 700 trabalhadores da fábrica de Viana do Castelo do grupo alemão Leoni vão reunir segunda-feira em plenário para decidir eventuais medidas de contestação ao lay-off decretado pela Administração, revelou hoje fonte sindical. Segundo Miguel Moreira, do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Eléctricas do Norte e Centro (STIENC), a Administração reiterou hoje que a fábrica vai mesmo parar os 23 dias programados até finais de Julho, "uma paragem integralmente feita à custa dos salários dos trabalhadores".
"Os trabalhadores ficam em casa nesses dias e não recebem os respectivos salários, o que vai significar um corte de mais de 200 euros no final de cada mês", criticou o responsável.
Miguel Moreira reuniu hoje com a Leoni Viana para tentar encontrar medidas que minimizem os prejuízos para os trabalhadores decorrentes das paragens previstas até Julho, mas "nada foi conseguido".
"Propusemos que essas paragens fossem utilizadas para formação dos trabalhadores, que têm um crédito de 140 horas acumulado dos últimos quatro anos, mas a Administração mostrou-se irredutível, insistindo no lay-off nos moldes anunciados", acrescentou o sindicalista.
A Leoni Viana, que se dedica à produção de cablagens para automóveis, parou dois dias em Fevereiro e agora vai parar todas as sextas-feiras até final de Julho, o que dá um total de 23 dias em que os trabalhadores são obrigados a ficar em casa, sem vencimento.
O STIENC já interpusera uma providência cautelar no Tribunal do Trabalho de Viana do Castelo, pedindo a suspensão do lay-off por alegada ilegalidade na forma como a empresa implementou aquelas paragens.
A acção ia a julgamento na sexta-feira, mas entretanto o juiz conseguiu uma conciliação entre as partes, com a obrigatoriedade de hoje ter lugar uma reunião da Administração com o STIENC.
No mesmo dia, a directora de Recursos Humanos da Leoni, Edite Barbosa, garantia que a empresa iria manter o processo de redução temporária do período normal de trabalho já anunciado, esgrimindo um parecer da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) que refere que "não foram detectadas irregularidades que possam obstar à continuidade" daquela redução.
A Administração justifica a redução do período de trabalho com a crise internacional e a consequente quebra na venda de automóveis e refere que "é um instrumento jurídico indispensável" para a fábrica fazer face "à situação de particular dificuldade que está a atravessar".
"O recurso à presente medida - por necessária e adequada à recuperação económica da empresa - é reconhecidamente menos lesiva para os trabalhadores abrangidos do que o despedimento", lê-se num documento da empresa enviado à Segurança Social. "O nosso objectivo é manter os postos de trabalho e assegurar a viabilidade da empresa. Não deverá entender tratar-se - pois não é essa a nossa intenção - o presente recurso como um sucedâneo ou uma iminência de despedimentos colectivos. O que se pretende é exactamente o contrário", acrescenta o documento. ![]() ![]() ![]() 24/05/12, 08:40 Bosch vai criar 2 mil postos de trabalho na Alemanha este anoO grupo industrial alemão Bosch vai criar 2 mil postos de emprego na Alemanha em 2012, disse o diretor de recursos humanos da empresa, Christoph Kübel, ao24/05/12, 08:06 PepsiCo investe 1 milhão na fábrica do CarregadoA fábrica da PepsiCo/Matutano no Carregado instalou um projeto inovador na área da energia que vai permitir transformar a matéria orgânica das águas residuais24/05/12, 01:06 Sonae surpreende com lucroO resultado líquido atribuível aos acionistas da Sonae afundou 86% no primeiro trimestre deste ano, recuando de 12 milhões para a fasquia dos 2 milhões de24/05/12, 01:05 EDP cresce com capacidade hídrica e eólicaA EDP-Energias de Portugal prevê que o lucro líquido cresça a uma taxa de um dígito baixo entre 2011 e 2015 e o EBITDA aumente à média anual composta (CAGR) de |