"Já sabíamos que era para fechar. O administrador nomeado pelo tribunal já nos tinha dito que não havia viabilidade para a empresa, porque tinha muitas dívidas", afirmou Leonilde Capela, coordenadora do Sindicato dos Têxteis dos Têxteis de Aveiro.
A fábrica da Jotex encerrou a sua actividade a 27 de Fevereiro, quando a administração da empresa familiar, fundada em 1975, comunicou aos trabalhadores que a produção iria ser suspensa entre 2 e 16 de Março "para reestruturação e obras". No dia seguinte, a administração apresentou no Tribunal de Comércio de Gaia o pedido de insolvência, o que levou a 6 de Março, à nomeação de Elmano Relva Vaz como administrador de Insolvência e à marcação da assembleia de credores para 12 de Março.
Leonilde Capela adiantou que "os trabalhadores estão a receber o subsídio de desemprego" e esperam que, depois da assembleia de credores de ontem, possam ainda receber parte dos seus direitos.
Desde o início do ano, o sector textil tem sido varrido por uma vaga de falências e despecimentos. Coindu, Textil Domingos de Almeida e Carveste são algumas das empresas que foram forçadas a reduzir pessoal.


