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Montepio
Veículo eléctrico da Renault circula hoje em Portugal
Negócios
25/11/09, 08:14
OJE/Lusa

O primeiro carro eléctrico que a Renault vai pôr à venda no mercado vai rolar hoje os primeiros quilómetros em Portugal. Trata-se de uma versão eléctrica do Kangoo que a marca pretende vir a vender ao mesmo preço que a versão diesel.

 
Ao Kangoo eléctrico seguir-se-á o Renault Fluance eléctrico (que tal como o Kangoo parte de uma base já existente com motor térmico) e mais tarde o Twizy e o Zoe, estes dois desenhados e pensados exclusivamente para o mercado eléctrico.
 
"A Renault vai comercializar o seu primeiro carro eléctrico dentro de 18 meses". A construtora deverá vender o automóvel e prestar um serviço de aluguer de baterias, explicou à Lusa o director de comunicação da Renault Portugal, Ricardo Oliveira.
 
Apesar de a bateria ser o componente tecnologicamente mais desenvolvido num carro eléctrico - e consequentemente o mais caro - a Renault planeia vender o Kangoo eléctrico ao mesmo preço da versão com motor de combustão a diesel.
 
"Para os carros que tenham uma equivalência no motor térmico venderemos o carro a um preço equivalente ao carro a diesel. Mesmo sem a bateria", disse a mesma fonte.
 
"Há aqui um efeito de economia de escala. Anualmente vendem-se 60 milhões de carros de motor térmico. Nós sabemos que o carro eléctrico não vai ter esse volume, nem pouco mais ou menos, portanto apesar de o carro ser mais barato na produção, há um efeito de volume que vai pesar no preço inicial", completou.
 
A Renault conta com outro factor: a diferença de custo da utilização do eléctrico face ao carro de motor térmico. "Meter o "combustível" - a electricidade - torna o custo de utilização do carro eléctrico 30% inferior ao de um carro a motor diesel", disse Ricardo Oliveira.
 
A pouca autonomia (abaixo dos 200 quilómetros), a indefinição quanto aos pontos de carregamento e o preço inicial do carro são as principais críticas apontadas ao veículo eléctrico.
 
A Renault propõe três soluções para o carregamento: "o normal, que se faz em qualquer lugar onde haja uma ficha eléctrica (demora oito horas), o carregamento rápido, que implica uma infra-estrutura onde se carrega o carro em 20 minutos - com corrente trifásica e 32 amperes - e a troca de baterias numa estação de serviço em que um robot tira a bateria e mete outra carregada, em menos de três minutos", enumerou Ricardo Oliveira.
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