Volkswagen é a marca que resiste melhor à crise, revela estudo Negócios 23/06/09, 16:17OJE/Lusa A Volkswagen, a Daimler e a BMW podem ser as grandes beneficiárias da crise internacional no ramo automóvel, segundo um estudo publicado hoje pelo Center of Automotive da universidade alemã de Bergisch Gladbach. Sobretudo a Volkswagen "superou claramente melhor a crise" do que a concorrência, afirmou o autor do estudo, Stefan Bratzel, director da Escola Superior de Economia de Bergisch Gladbach, que alberga o Center of Automotive.
Segundo o mesmo estudo, que analisou o comportamento das 17 principais marcas mundiais, nos últimos 15 meses a Volkswagen conseguiu mesmo ultrapassar o gigante japonês Toyota em importantes critérios como o posicionamento estratégico, capacidade de adaptação e poder financeiro, e tornar-se a empresa mais eficiente do sector.
A Daimler (Mercedes) e a BMW, que fabricam sobretudo veículos da gama alta, também conseguiram afirmar-se em 2008, mas sofreram mais as consequências da actual crise do que a Volkswagen, refere o relatório.
No entanto, os prejuízos foram ainda maiores para as marcas japonesas, que durante muitos anos foram sinónimos de sucesso, conclui o estudo do Center of Automotive.
No estudo prevê-se ainda que a Daimler e a BMW terão em breve de encontrar um parceiro, porque como empresas "são demasiado pequenas" para os investimentos tecnológicos necessários no futuro.
Os peritos, que consideram a situação no ramo automóvel ainda muito crítica, sublinham que no primeiro trimestre de 2009 a quebra de vendas das principais marcas mundiais foi superior a 25%, e que nenhum fabricante escapou a esta tendência.
A Volkswagen, porém, revelou-se mais resistente, o que, diz Stefan Bratzel, foi "um misto de habilidade e sorte".
Assim, a Volkswagen beneficiou do facto de ter uma fraca posição no mercado norte-americano, onde se registaram as maiores quebras, e simultaneamente lucrou com o seu empenho a longo prazo em mercados emergentes, como a China e a América do Sul.
Além disso, soube aproveitar as vantagens de ser uma construtora de grande dimensão de veículos para o grande público, refere ainda o especialista alemão no seu estudo.
Já a Toyota sofreu os efeitos das quebras de vendas nos importantes mercados dos EUA e do Japão, e foi também penalizada pela baixa cotação do dólar, "e não soube reagir à crise com a rapidez necessária", acrescentou Bratzel.
Quanto aos mercados, China, Índia e América do Sul terão um papel cada vez mais importante, e em breve novas empresas chinesas deverão passar também a desempenhar um papel-chave como fabricantes, prevê o estudo.
No "ranking" do estudo do Center of Automotive, com base na aplicação de 15 critérios a 17 marcas mundiais, a Volkswagen ficou na primeira posição, relegando a Toyota para segundo lugar.
A Porsche manteve o terceiro posto, seguida pela sul-coreana Hyundai, pela Daimler e pela BMW.
A norte-americana General Motors, outrora o maior construtor do mundo, que recentemente abriu falência, foi a "lanterna vermelha", atrás do penúltimo, a japonesa Mitsubishi. ![]() ![]() ![]() 24/05/12, 11:47 Holding Espírito Santo perde 85,5% no 1.º trimestreO lucro líquido da Espírito Santo Financial Group (ESFG) caiu 85,5% no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo os24/05/12, 08:40 Bosch vai criar 2 mil postos de trabalho na Alemanha este anoO grupo industrial alemão Bosch vai criar 2 mil postos de emprego na Alemanha em 2012, disse o diretor de recursos humanos da empresa, Christoph Kübel, ao24/05/12, 08:06 PepsiCo investe 1 milhão na fábrica do CarregadoA fábrica da PepsiCo/Matutano no Carregado instalou um projeto inovador na área da energia que vai permitir transformar a matéria orgânica das águas residuais24/05/12, 01:06 Sonae surpreende com lucroO resultado líquido atribuível aos acionistas da Sonae afundou 86% no primeiro trimestre deste ano, recuando de 12 milhões para a fasquia dos 2 milhões de |