Cavaco Silva tem razão! Muitos investidores tecnológicos deixam de investir cá por causa da (in)justiça. Quando trabalhei nos EUA aprendi a discernir entre Melhorar, Mudar, Podar e Eliminar. É a diferença entre o que é e o que deveria ser uma instituição e a sua flexibilidade estrutural, que traz uma destas acções.
Melhora-se quando a maioria dos chefes, ao ter conhecimento da ineficácia, medida junto dos clientes finais, neste caso PMEs profissionais e o grande público, provam querer melhorar, já na apresentação dos resultados.
Muda-se quadros quando só parte deles concorda que "está muito mal".
Poda-se, isto é, extingue-se, muda--se a localização e a lei que a criou, ficando só uns 5% dos técnicos, quando a maioria deles não mostra melhores práticas em 30 dias.
Elimina-se uma instituição quando a árvore está tão desacreditada que é necessário arrancar o mal pela raíz e deixar outras sementes, que não cresceram devido ao mal uso da terra, crescer, florir e frutificar.
Quando o cidadão contribuinte já não acredita na instituição, aumenta a fome e a criminalidade. Pois neste quintal crescem mais piratas do que investidores. Será hora de podar, não só ajustar, a Constituição? O "direito adquirido", mesmo que ilegalmente, o código processual e o corporativismo assustam investidores sérios.
Na Dinamarca cada nova portaria e lei é avaliada após um ano por um inquérito ao público e aos advogados que a utilizaram. Usam uma amostra do povo para a redigir em linguagem simples. Usam experientes advogados para garantir um texto com uma só interpretação. Pois aos grandes "agentes" do direito, diferente da Justiça, e aos lóbis, interessa manter tudo como está. Pois é só o povo e o estado (leia-se contribuinte) quem perde. Ler mais no Como Sair da Crise, deste autor.
jackfer@sapo.pt