19/01/10, 10:25
Os governos são eleitos para prevenir o caos. Há que agir já, para evitar a tal situação explosiva, que se desencadeia rapidamente com o aumento da criminalidade.
Fala-se muito de PME, mas o IAPMEI continua a ser uma estrutura insólita, com centenas de burocratas e financistas. Copie-se os bons exemplos; considere-se eliminar esta estrutura, manter só cinco directores que repassam apoios às associações locais.
As PME têm fortes vínculos com a sociedade civil local, não podem seguir dogmas da UE. Precisam de flexibilidade para atender aos nichos e a dinâmica do mercado externo. E morrem, consoante estudos no Brasil e que parecem valer para o caso português, passados entre 25 e 32 meses. Isso por falta de realismo nos projectos ou de contactos com os que realmente mandam nos nichos. São empreendedores desiludidos por cá que vão ter êxito no exterior.
Uma firma do Norte, ao fechar, está a pagar cerca de 15 mil euros em média a cada um dos 200 trabalhadores. Ela pode sobreviver com 120, se investir este mesmo capital em outras máquinas e exportar para um nicho na Alemanha. Precisa de um chefe para gerir inovação, não de um advogado de insolvências, nem de políticos ou de burocratas dos que dizem apoiar as PME. Querem vendas, não papeladas dos boys.
O potencial imediato está nas PME do turismo. São 78 nichos ainda por explorar. Bernardo Trindade quer fazer. É preciso dar força aos bons, para não explodir. Ver detalhes no livro "Empreender Turismo de Natureza".


