05/01/10, 10:11 Por Jack Soifer Há nove anos fiz um estudo para o SEBRAE, o IAPMEI brasileiro. Depois, quando fui para o Conselho de Desenvolvimento Económico e Social do Presidente Lula da Silva, esse estudo tornou-se num documento do governo brasileiro.
Parabéns, pois, ao ministro da Economia Vieira da Silva por tornar o micro-crédito num instrumento económico e não financeiro. Use a prática de milhares de ONG locais pelo mundo fora: são experientes micro-empresários que se expandiram, convidados a decidir, sem burocracia, a atribuição do capital e são, ao mesmo tempo, os tutores dos beneficiados
Ao contrário do que dizem os que querem criar dependências, não é o capital em si, mas o partilhar da experiência dos diferentes nichos e das tendências dos mercados que garantem o êxito. E ainda os contactos que o tutor pode trazer aos seus empreendedores.
A prática mostra que cada região tem as suas prioridades, baseadas nos recursos locais. Já que por cá o cartel da distribuição mata as PME, que tal focar em micro-agroindústrias e serviços para exportação? Neste caso, o limite de 5 mil por projecto é pouco. Há nichos em que este limite vale para o primeiro tranch, mas o segundo vai ao dobro. Para um cluster integrado, para exportação, seria 50 mil.
Não limite este valor a objectos. Nesta crise obtem-se fácil crédito de fornecedores a quem já tem cinco mil para tesouraria. Faça os concelhos e o cartel da distribuição pagar os atrasados às PME. Elas darão trabalho às micro. Avalie os candidatos pela ousadia e simpatia, não pelo diploma. Forme um Observatório com talentos locais.
Saem de Portugal 3 mil milhões de euros por ano para paraísos fiscais; e 15 mil jovens empreendedores. Não seria a altura do Business Angel orientá-los para cá criarem riqueza? São eles que criam emprego, ao comprar serviços e matérias-primas locais. Ler mais no Como Sair da Crise, deste autor.
Em tempos de crise alguns comem demais e querem emagrecer de forma divertida. As pessoas sentem-se cada vez mais sós nesta sociedade massificada. A tendência é
Cavaco Silva tem razão! Há um grande potencial em exportar de PME se os emigrantes abrirem as portas dos seus amigos lá fora; e ajudar a modernizar Portugal,