Aqueles níveis de produção são fáceis de compensar com micro-geração e mini-hidréletricas como se faz noutros países. Mas estas obras não interessam ao lóbi das construtoras e assim são desprezadas.
A França acaba de proibir a venda de lâmpadas tradicionais de 100 watts ou mais e, até 2011, proibirá todas acima de 15W. Só no desperdício de energia ao produzir aço, cimento e contraplacado por cá, vai 12% do consumo normal.
O movimento Rede Norte, da sociedade civil de vários concelhos liderado por José F. Alves, abraçou esta luta pelo bom senso e pela real democracia. O desmando de Manuel Pinho na Economia e Energia e de Mário Lino nas Obras Públicas e Transportes levou o fiável Tribunal de Contas a condenar adendas a contratos com concessionárias que lhes dão inusitadas vantagens, contra o interesse do cidadão.
Os escândalos arquivados e o abafado caso da senhora que queria depositar 50 mil milhões num balcão de Lisboa, vindos de paraísos fiscais, as Otas, os TGV, os BPP, etc, farão o próximo governo voltar a ouvir o eleitor.
E terá mesmo de o fazer sob pena de chegar a Lisboa a revolução que os jovens dos subúrbios pobres de Paris já começaram e que, como em 1968, ameaça alastrar para a Grécia, Itália e Inglaterra.
O Tua, o Douro e a beleza natural aliadas à tenacidade e seriedade dos nortenhos criarão ambiente para quem investir em turismo no Norte.
Se a linha do Tua fôr até Bragança e Sanábria, se o apoio às PME chegar a quem merece, se as Entidades Regionais de Turismo ouvirem os operadores estrangeiros, criaremos mais vinte mil empregos no interior Norte, em dois anos.
jackfer@sapo.pt