Ao contrário do que dizem, quase não é preciso capital para se iniciar na actividade. Com a crise a bater à porta dos fabricantes, o equipamento é financiado pelo vendedor, desde que o comprador tenha o alvará e o registo para exercer a actividade. Não contraia empréstimos na banca, os juros vão subir. O curso superior, por exemplo, em Coimbra, dura só três anos e não exige as médias que outros pedem. O que é preciso é destreza manual e muita simpatia. E, sobretudo, dois grandes ouvidos, pois os idosos sentem necessidade de falar com os jovens.
Qualquer fundo-de-quintal serve para alojar o seu consultório, mas um bom letreiro na rua sempre ajuda. O importante é o passa-palavra. Para lá chegar, transmita confiança e simpatia aos seus clientes. Faça perguntas sobre os seus filhos, os netos, os amigos, o que ele faz. Mas não fale dos seus outros clientes. Espalhe na sua rede social um texto para os amigos levarem aos pais e aos avós.
Seja flexível no horário, pois alguns, menos idosos, só podem receber os seus cuidados depois das sete da tarde, outros logo cedo de manhã. Se está longe de uma paragem de transportes públicos, quando alguém perguntar pela morada diga-lhe que vai buscá-lo.
Mande imprimir um postal bonito com o seu contacto, um texto bilingue e distribua-o para os clientes. Anuncie tambem em Inglês, pois no Inverno e na Primavera há muitos idosos estrangeiros que por cá pagam menos do que no seu país. E, felizes, mandam os seus postais para os amigos. Óptimo marketing.
Mantenha a sua clínica limpa, bem decorada e ofereça um chá ou café de termos a quem estiver a esperar. Tenha as revistas da semana em dois idiomas e música lenta, dos idos anos 70, um clássico ou musical, muito baixinho.
Não peça apoio ao IAPMEI nem a ninguém - isso só serve parta atrasar. Faça, trabalhe muitas horas no primeiro ano para tornar-se conhecido/a.
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