Podemos facilmente criar 900 empregos no Vale do Dão. Já há um operador empenhado e uma vintena de mecenas contactados para recuperar a casa de Aristides de Sousa Mendes. O projecto do IGESPAR é óptimo, chama-se a Rota dos Heróis e está integrada nos dolmens bem como no Enoturismo no Dão - tudo está definido. O Governo nada gasta.
Aristides de Sousa Mendes é mais conhecido no estrangeiro do que cá. Em fins de Junho comemora-se 70 anos da semana em que, quando era cônsul de Portugal em Bordéus, salvou 30 mil judeus do Holocausto. Será homenageado em oito países. O que faz Portugal?
O tecto do seu palácio já ruiu, as paredes vão ruir. A Fundação, com os netos de Aristides, nada faz. É preciso uma Secretaria Executiva credível a nível internacional que concretize as promessas de doações para transformar a ruína num museu de renome, que integre o turismo rural já existente, os bons restaurantes, a filarmónica de Cabanas do Viriato, as adegas do Dão, os dólmens, as termas, as queijarias da Serra da Estrela, a sinagoga de Belmonte, os solares já restaurados, numa rota que traga vendas e orgulho para a região. Pois ela merece, as PME de lá merecem, a sociedade civil merece.
A riqueza e diversidade da nossa cultura está por explorar, especialmente na história e no património, que os estrangeiros apreciam mais do que nós. A gente da terra que emigrou e voltou sabe do que falo. Mariana Abrantes e Lino Dias têm tudo para obter os mecenatos. E, museu pronto, virão os turistas norte-americanos, canadianos, argentinos e não só, hoje ricos admiradores e netos dos judeus salvos por Aristides, e que gastam cinco vezes mais que os low-cost da Ryanair.
Algo para Bernardo Trindade e Gabriela Canavilhas? Vamos a isso?
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