A necessidade de saber trabalhar em Equipa! ![]() ![]() 21/12/11, 00:09 Para um projecto desenvolvido na escola ou na universidade o trabalho de equipa é determinante para se conseguirem os objectivos e para se maximizarem os resultados! A superação de nós próprios e do colectivo, por um lado, e a partilha dos resultados e do valor gerado, por todos os que contribuíram é, afinal, um princípio base para o funcionamento de qualquer equipa, não somente pelo reflexo do prémio expectável, pela parte e pelo todo, mas também como parte intrínseca natural do próprio processo de evolução. De facto, os modelos dinâmicos de aprendizagem e de melhoria contínua, no âmbito da Educação, reflectem isso mesmo para os alunos, aos diversos níveis da escola primária, secundária e universitária. Por outro lado, no Desporto, também a um conjunto de atletas de alto rendimento que desenvolve um exercício colectivo sincronizado em torno de objectivos definidos, através da execução prática de uma sequência de técnicas se exige um trabalho de equipa. Neste caso, a percepção e a interacção com o contexto variável que os rodeia, a compreensão e a assimilação táctica dos objectivos e dos processos dinâmicos executivos, a motivação e a concentração, o ritmo e a intensidade e, em última análise, o mapeamento neuromotor individual e colectivo são determinantes para o resultado final. Parece ser este um princípio irrefutável, quanto à sua validade e quanto à sua relação de causa-efeito para com os resultados obtidos. No entanto, tal princípio parece, por vezes, ser esquecido quando passamos para outros contextos, nomeadamente o Organizacional e o Empresarial. São às centenas os projectos empreendedores e inovadores que são apresentados e lançados nas escolas, nas universidades, nas associações empresariais, nas federações de entidades associativas, nas agências de desenvolvimento, nas incubadoras e nos aceleradores de negócios, nas entidades ligadas aos business angels e ao capital de risco, nos programas de desenvolvimento e nos concursos de inovação, mas é, muitas vezes, difícil maximizar o valor para todos os key stakeholders por causa da falta de uma verdadeira cultura de trabalho em equipa e em rede. Claro que existe um processo de selecção natural e que muitas são as iniciativas potenciadas para o mercado com valor diferenciador, mas, não há dúvida, que não só o seu efeito multiplicador, em termos de valor, como a sua escalabilidade são, muitas vezes, mitigados e relegados para segundo plano. Nos tempos actuais, a capacidade de maximizar propostas de valor, de optimizar os processos operacionais, o acesso ao mercado e a escalabilidade do negócio é absolutamente chave. Fazê-lo implica participar em redes de clusters que colocam em interacção, fornecedores, distribuidores, clientes e concorrentes, para garantir a optimização dos processos de negócio segundo ciclos de melhoria contínua. Por outro lado, a gestão do instante é um dos maiores desafios que se colocam a uma organização, assim como a um aluno, ou a um atleta de alto rendimento, mas exige criatividade, tomada de decisão e atitude empreendedora. Maximizar esta lógica, que parece irrefutável, exige uma alteração de visão e sobretudo de atitude, que passa pelo estabelecimento de parcerias, pela partilha de competências, de riscos e de resultados. Grandes, médias e pequenas (incluindo start ups) trabalham em conjunto. Promovem-se spin-offs de negócios inovadores, ou acordos de parceria (collaborative arrangements) que facilitam novos ciclos de inovação e de competitividade entre essas empresas. Potenciam-se externalidades positivas (spillovers) através da cadeia de valor afectando outros processos e entidades que não estão directamente envolvidas, mas que são parte integrante do ecossistema, como fornecedores, distribuidores e competidores. O efeito das economias de rede e da partilha de talentos leva à aceleração e ao crescimento de novos negócios de elevado potencial inovador. Existem economias de escala, de gama e de aprendizagem e o cliente final sai a ganhar. É assim que acontece nos ecossistemas internacionais centrados em clusters de excelência como o de Silicon Valley, como o de Zhongda, na China, como o de Singapura. Os exemplos da Google, do Facebook, da Apple, nos Estados Unidos, e da Dawning ou da Huawei, na China são bastante conhecidos. Um grupo de empresas do sector das tecnologias de informação tem impacto em diversos sectores, financeiro, industrial, design, medicina, etc. Cria valor com efeito multiplicador e além disso, fomenta a captação de investimento estrangeiro. Este é um passo que Portugal vai ter que dar, mas, para isso, vai ter que saber trabalhar em equipa! ![]() ![]() |