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Montepio
“Esta é a oportunidade que Portugal não pode desperdiçar”!

27/10/11, 00:12
Filipe Castro Soeiro, professor da NOVA School of Business Economics, mmbro do Board of Directors da APBA

A competitividade, o crescimento económico e a internacionalização são o novo desígnio de Portugal comparável outrora às Descobertas expansionistas!
 
 


Esta tem de ser a visão de esperança e o objectivo claro para Portugal para os próximos 5 anos, mas é necessário contextualizar e espelhar esta perspectiva de crescimento e de expansão do País num projecto em que todo o povo português participe à escala nacional, regional e local.

A diplomacia económica, medidas de apoio à internacionalização para as mais de 98% de PME portuguesas, a captação de investimento estrangeiro (FDI), o enfoque na transferência de tecnologia para o mercado simples e desburocratizada, a aceleração e o crescimento rápido de novos negócios centrados nos sectores-chave onde Portugal é naturalmente competitivo, ou pode sê-lo, são linhas de orientação absolutamente prioritárias para os próximos 5 a 10 anos. Não é possível, nem é aceitável, não apostar no crescimento económico.

Obviamente que, no curto prazo, temos de centrar-nos na direcção da resolução do problema da dívida, que cresceu e acumulou de forma significativa nos últimos anos e que é preciso resolver! Há cerca de 15 anos, a dívida do Estado era de 55% do PIB e, em 2010, atingiu os 230%.
Os portugueses viveram acima das suas possibilidades e o sector privado atingiu 80% do total da dívida, cabendo o remanescente ao Estado, que não tinha, nem tem, nível de riqueza necessário para promover as políticas sociais do modo como promoveu, endividando-se ainda mais.

A despesa para com os serviços do Estado e a relação desta com o nível da qualidade dos mesmos não foi a melhor. Não existe, pois, correspondência directa entre o que os portugueses pagam pelos serviços de justiça, pelos serviços de saúde, de transportes públicos, de educação, de criação de empresas ou de protecção de inovação ou propriedade intelectual, para citar apenas alguns exemplos, e a qualidade e a simplificação que seria de esperar nesses serviços.
Gastou-se muito acima das possibilidades e gastou-se mal! Portugal tem uma das maiores dívidas externas per capita do mundo. É preciso corrigir isto com sacrifício e com equidade fiscal (fundamental!), as metas terão de ser realistas e, se eventualmente ajustadas, apenas em função dos impactos e dos resultados atingidos. Toda a reforma do Estado e da Administração Pública com impacto na receita e na despesa deve fazer parte desse Plano. 
 

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