| true- Quinta-Feira 24 Maio de 2012
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 29/09/11, 00:06 Por Almerinda Romeira Esta start up da área das energias renováveis prepara a sua entrada no sector eólico de micro-geração em 2012 e estima chegar às grandes instalações off-shore em 2015. A raiz da Omniflow foi lançada no âmbito do prémio de inovação promovido pela EDP e pelo milionário ingês Richard Branson, em 2009. O projecto, apresentado pelo jovem engenheiro da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) Pedro Ruão da Cunha consistia num dispositivo de geração de energia eléctrica com um conceito inovador, tendo sido um dos três finalistas do concurso.
Nessa altura, a ideia de negócio e o próprio produto ainda se encontravam em estado embrionário, sendo necessário mais algum tempo até ao nascimento da empresa, em Janeiro de 2010, ano em que foi distinguida com uma Menção Honrosa no Prémio Jovem Empreendedor da ANJE. Pedro Ruão da Cunha, 32 anos, realizou os primeiros testes num edifício de sete andares em Vila Nova de Gaia e, desde então, muito se evoluiu. Neste momento, refere o empreendedor, "já foram executados e testados vários protótipos de pequena e grande escala do produto e os resultados obtidos mostram claramente um futuro promissor".
O grande trunfo está - sublinha - no produto. "Estamos na presença de uma turbina completamente diferente e inovadora que não obedece ao mesmo balanço de massas que os dispositivos convencionais, sendo possível obter um rendimento superior, para além de ter um funcionamento notável em ambientes difíceis, como o urbano, onde existem factores como a turbulência, que impedem o correcto funcionamento dos actuais dispositivos".
Além da componente técnica, o dispositivo Omniflow permite, segundo Pedro Ruão, uma melhor integração no ambiente, pois funde-se com a arquitectura dos edifícios e a paisagem circundante.
Financiamento
A obtenção de financiamento foi a etapa mais difícil para o arranque. Até lá, a maior parte dos custos tiveram de ser auto financiados, inclusive os custos de propriedade industrial e todos os ensaios e protótipos. "É uma fase muito dura do processo em que muitas vezes nos sentimos vulneráveis, desapoiados e questionamos se realmente valerá a pena tanto empenho pessoal e financeiro", salienta Pedro Ruão.
Em termos logísticos, o empreendedor contou com o apoio da empresa onde trabalhava: a NORCAM disponibilizou-lhe a solução robótica para que pudesse validar o trabalho de investigação com recurso à execução de protótipos tanto de pequena como de grande escala. A primeira unidade instalada, um protótipo de três metros em material compósito, foi inteiramente fabricada com este processo inovador, o qual foi também alvo de pedido de patente.
Posteriormente, foram executados mais ensaios em colaboração com a EDP Inovação, empresa com a qual, desde que venceu o prémio, Pedro Ruão mantém uma relação de proximidade. Ao que nos diz o empreendedor, o financiamento foi garantido por um investidor externo, para uma fase de pré-produção já este ano e entrada em produção em 2012.
De acordo com o planeado, a entrada no sector eólico de micro-geração internacional será feita em 2012, enquanto a expansão para as grandes instalações, nomeadamente o off-shore, deverá ocorrer em 2015.
A Omniflow, adianta Pedro Ruão, prevê "um crescimento positivo tanto a nível nacional como internacional, dado que vai oferecer soluções competitivas num mercado com claros índices de expansão e crescimento motivado pelas metas ambientais traçadas para 2020 pela União Europeia, das quais se destacam a redução em 30% das emissões de gases causadores do efeito-estufa e também atingir uma quota de 20% de energia proveniente de fontes renováveis no consumo geral da comunidade".
No primeiro ano de produção, a Omniflow vai apostar na micro-geração, com potências até 10 kW, prevendo o aumento gradual deste valor, perseguindo o objectivo de entrar no mercado de instalação de dispositivos de grande potência, como, por exemplo, instalações em terrenos montanhosos e parques off-shore, segundo avançou Pedro Ruão ao PME NEWS.
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