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Filkemp vai criar 10 novos empregos

07/02/12, 00:08
OJE

A Filkemp, empresa portuguesa de monofilamentos, investiu 1,4 milhões de euros numa nova área de negócio, o que lhe vai permitir criar uma dúzia de novos empregos este ano. 

"Devido ao investimento numa nova área de negócios, nomeadamente no fabrico de cervas abrasivas, vamos criar dez novos postos de trabalho em 2012», revelou ao OJE o CEO da empresa, Wolfgang Kemper.

A Filkemp emprega atualmente 145 pessoas, dez das quais ocupam postos de trabalho criados em 2011, para responder à entrada no negócio de fabrico de cerdas abrasivas, usadas pelas indústrias automóvel e metalúrgica e para polimento de superfícies em rochas ornamentais e madeira. Trata-se de um produto de topo, em que o monofilamento é extrudido com partculas abrasivas, que podem ir desde grânulos de cerâmica até pó de diamante, exigindo know-how extremamente avançado.

A nível mundial, a empresa portuguesa concorre apenas com dois fabricantes. O objetivo da Filkemp é faturar 3 milhões de euros com este produto em 2014.  "Trabalhamos em quatro turnos, dia e noite, todo o ano", informa Wolfgang Kemper, sublinhando que a aposta no mercado chinês, que representa mais de 30% das vendas totais, foi decisiva para o sucesso dos últimos anos.

"Muitas empresas portuguesas têm medo de exportar para a China por não se acharem competitivas, mas o mercado oferece tantas oportunidades!", comenta. Em 2006, a Filkemp iniciou a produção de monofilamentos PET para telas secadoras da indústria de papel na China. Hoje, é o maior fornecedor mundial deste produto. Em 2011, a empresa facturou 18 milhões de euros, um acréscimo de 18% face a 2010.

Com uma taxa de exportação de 99%, a Filkemp fornece monofilamentos a 31 países, sendo os mercados principais China, Alemanha, Espanha e Finlândia. A empresa está presente em países como a Rússia, EUA, Coreia do Sul e Austrália.


Filkemp

A Filkemp, S.A. provém da antiga Hoechst, que Wolfgang Kemper geriu durante 30 anos. Em 1998, o CEO alemão, em parceria com dois antigos colaboradores da Hoechst, Manuel Rolo e José Inglês, adquiriram a fábrica ao grupo numa operação de M.B.O., tendo mais do que triplicado a produção e as vendas desde então. Atualmente, a produção ronda as 4000 toneladas por ano.       
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