Investigações sobre cancro da mama, esclerose múltipla e pneumotórax premeiam jovens cientistas ![]() 31/01/12, 00:18 As cientistas Inês Sousa, Adelaide Fernandes e Ana Barbas foram, este ano, distinguidas com as "Medalhas de Honra L'Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência", iniciativa inspirada no programa internacional L'Oréal-UNESCO For Women in Science, criado há 14 anos com base na ideia de que "O Mundo precisa da Ciência. A Ciência precisa das Mulheres". Na VIII edição, o júri científico, presidido pelo professor Alexandre Quintanilha, analisou cerca de 80 candidaturas e selecionou três projetos que "poderão contribuir para a compreensão de processos complexos, associados a doenças que afetam milhões de indivíduos e para as quais a ciência continua à procura de respostas". Doutorada em
Genética Humana pela Universidade de Oxford, Inês Sousa, de apenas 29 anos, quer
compreender a arquitectura genética do Pneumotórax Espontâneo Primário,
identificando as variantes genéticas que podem aumentar a susceptibilidade a
esta doença pouco conhecida, que consiste no colapso de pelo menos um pulmão
sem razão aparente. O seu projeto decorre no Instituto de Medicina Molecular,
Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e no Instituto Gulbenkian de
Ciência. Adelaide
Fernandes, de 33 anos, doutorada em Farmácia, Professora Auxiliar da Faculdade
de Farmácia da Universidade de Lisboa e investigadora do iMed.UL - Research
Institute for Medicines and Pharmaceutical Sciences, quer elucidar o papel da
proteína S100B na Esclerose Múltipla, esclarecendo se o aumento dos níveis
desta proteína pode estar na origem de um atraso ou redução na recuperação após
um surto da doença, de modo a conseguir reduzir a extensão dos danos - a perda
de funções essenciais como a visão ou a locomoção - e a potenciar a
recuperação. Ana Barbas,
doutorada em Biologia pela Universidade Nova de Lisboa e hoje investigadora no
Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, dedica-se ao estudo da doença
oncológica que afeta e mata mais mulheres em Portugal, o cancro da mama, e
pretende criar anticorpos humanos capazes de bloquear a anormal divisão e crescimento
celular para assim travar o crescimento extensivo e ramificado dos pequenos
capilares sanguíneos que promovem o crescimento tumoral.
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