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Montepio
Como criar uma nova cultura a partir de uma crise

06/12/11, 11:26
Carolyn Taylor, co-fundadora da Walking the Talk, empresa de gestão de cultura organizacional

Os analistas observam, neste momento, a situação na Europa e são compelidos a procurar uma resposta para o que está a acontecer. Ouvimos teorias e pessoas a exporem as suas opiniões, preenchendo horas e horas de programação noticiosa. Mas que valor acrescentado nos oferecem?

 
O meu interesse recai numa forma distinta de olhar para tudo isto. Não para procurar uma causa, mas para criar uma oportunidade - se formos suficientemente corajosos e determinados para analisar a situação. Uma oportunidade para nós, enquanto empresas, e para mim, enquanto indivíduo. Algumas organizações - e alguns indivíduos - operam a partir de um modelo mental no qual, quando as coisas acontecem, conseguem servir para criar um determinado estímulo que conduz ao crescimento e aprendizagem. A análise das causas é apenas válida se nos conduzir à aprendizagem sobre como podemos agir.  
 
"Crise" é uma opinião, não um facto. Outra opinião é que este é o momento mais estimulante para os negócios, navegar esta onda que é uma das melhores no oceano actual... se for um surfista que ache que as ondas grandes são as melhores.
 
Para atingir o objectivo de aprender, temos de considerar a questão "Que tipo de pessoa está esta situação a necessitar que eu seja?" Que tipo de líder? Quais as qualidades? Que tipo de empresa? Que valores, convicções, cultura são necessários? Como podemos tirar partido desta situação para nos tornarmos um tipo de organização diferente? Como podemos mudar? Qual é o paradigma real de mudança que está a surgir neste momento? E se as regras do passado já não se aplicassem e toda a gente voltasse realmente à estaca zero?
 
A questão "SER" precede a questão "FAZER". Há muitas coisas que poderíamos fazer, mas só seremos capazes de fazer coisas diferentes se realmente mudarmos a forma como pensamos e o que valorizamos. Isto significa mudar a nossa cultura, o padrão de convicções e comportamentos que partilhamos. Sem isso, continuaremos a fazer as mesmas coisas e a esperar resultados diferentes - a definição de insanidade de Einstein... Como podemos posicionar-nos para jogar e ganhar enquanto o novo paradigma ainda está a emergir dos cenários de pânico e medo? Quero despender tempo com os meus colegas e com a minha equipa a discutir estas importantes questões.
 
Walking the Talk é um sistema de gestão cultural que fornece aos líderes a forma fácil de se questionarem e de abordar sistematicamente a tarefa de construir a cultura que pretendem para o futuro da sua organização. Partindo da análise da cultura actual e da definição da mais útil para o futuro, as equipas constroem um plano de cultura organizacional que pode ser gerido e monitorizado como qualquer outro
factor estratégico do negócio.
 
A abordagem permite a mais válida resposta à situação actual, a que irá produzir resultados ano após ano. Uma organização que consegue aprender e adaptar-se será sempre bem sucedida em detrimento daquela que aponta culpas e se retrai. A contracção significa desperdiçar completamente as oportunidades - fechar a mente, o coração e a carteira.
   
Como líderes, temos uma grande influência sobre os conceitos que as pessoas constroem nas suas mentes à volta de um conjunto de factores. A "crise" é uma perspectiva, a "oportunidade" é outra.  
Quantas vezes ocorre um "reset" tão óbvio que consegue remover alguns dos erros que construímos nas nossas mentes e nas nossas práticas empresariais? O sistema de gestão cultural Walking the Talk já está disponível em Portugal para fornecer instrumentos aos que pretendem encontrar oportunidades nesta crise e transformar, na prática, a forma como gerem o seu negócio.  
 
 
 
 
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