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Montepio
O papel das redes sociais no recrutamento

03/01/12, 00:10
Por Vasco Passão Salgueiro, Manager Michael Page Finance

É percetível que o "mundo tecnológico" aproxima cada vez mais as pessoas. Atentos aos avanços tecnológicos em todas as áreas, enquanto profissionais de recrutamento, atuando com e para as pessoas, somos impelidos a buscar formas de estreitar essa relação em todas as esferas da nossa atividade profissional.
 


Ao observar o ciclo do capital humano nas empresas e o início do recrutamento de profissionais, descobrimos novos e interessantes instrumentos de informação e atração de candidatos, por meio das redes sociais virtuais.

Considerando que essas redes se fazem a partir das pessoas e por elas são disseminadas, temos aqui uma vasta fonte de divulgação de interesses, preferências, experiências, contatos, crenças, valores etc. Além disso, as pessoas expõem publicamente nas redes e criam network, divulgando um pouco do que são, como pensam, como agem, do que gostam e o que querem.

Os recrutadores, até há pouco tempo, tinham apenas o currículo de um profissional para analisar. Eventualmente, este poderia ter a referência de alguém que indicava esse profissional. Hoje, as redes sociais abriram a possibilidade de conhecer, antes de uma entrevista, aspetos mais pessoais do candidato, objetivos de vida e carreira, rede de contatos estabelecida, aspirações, entre outros aspetos relevantes. Além disso, têm possibilitado chegar mais facilmente a um contacto e identificar possíveis candidatos que talvez não respondessem a um anúncio de emprego tradicional. Neste contexto, o processo de procura de profissionais acaba por tornar-se mais rápido e as etapas seguintes de um processo de seleção são cumpridas num menor espaço de tempo.

É importante notar que as redes sociais apresentam-se como um recurso que complementa e agiliza o processo de recrutamento, que não deverá dispensar um aprofundamento do contato inicial. Cabe ao recrutador, em entrevistas pessoais com o candidato, validar as informações inicialmente levantadas e perceber se, efetivamente,
se trata de um perfil relevante.

Em suma, as redes sociais têm a vantagem de permitir uma maior interação entre recrutadores e os candidatos, facilitando o processo de seleção. No entanto, devem ser vistas como complementares ao processo de recrutamento, já que há variáveis que apenas o contacto pessoal permite aferir. Não podemos esquecer-nos de que as redes sociais não foram criadas para avaliar pessoas!
 




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