Pessimismo ou Optimismo - Um cenário, duas abordagens ![]() 13/12/11, 00:04 Como consultor de recrutamento, tenho, nos últimos tempos, recebido diversas pessoas com as mesmas perguntas: "Como avaliam a actividade do mercado? De que forma as pessoas se identificam mais ou menos com essa actividade?" Ao longo dos anos, tornou-se certo que uma empresa de recrutamento funciona como barómetro do mercado. Perante estas perguntas, a resposta poderia estar entre o copo meio cheio ou meio vazio. Obviamente que esta situação não é transversal a todos os sectores de actividade, havendo diferentes áreas ou sectores mais ou menos afectados pela crise, por exemplo. Como empresa de recrutamento, temos contacto diário com os principais actores económicos, clientes e candidatos, que nos apresentam as suas percepções e nos dão algumas luzes sobre a estratégia adoptada pelas empresas para as quais trabalham, e até mesmo sobre os seus próprios planos. Tomemos, então, como exemplo o momento difícil que, infelizmente, o país atravessa. Uma das leituras que tenho feito destes contactos diários é a antagónica postura que as pessoas e empresas adoptam perante um momento inequivocamente difícil. Existem duas abordagens muito claras: a primeira é a pessimista, muitas vezes defendida com frases como "Não fui eu que criei a crise, porque tenho de fazer tantos sacrifícios?"; a segunda assume uma postura mais optimista e condescendente para com as medidas adoptadas e a verdadeira necessidade de fazer estas mudanças. Um ponto de vista que analisa a realidade, assume o ponto em que estamos e simplesmente procura a fórmula de obter a melhor solução sem ficar ancorado a conversas estéreis. Os que defendem a primeira tese tendem a demonstrar mais pessimismo em relação ao futuro, não acreditando que Portugal consiga sair destas dificuldades a médio prazo. O candidato pessimista está revoltado com o sistema e com a falta de soluções, adoptando uma postura de desconfiança quando, a uma situação de precariedade no emprego, junta alguma dose de derrotismo e impaciência. Da mesma forma, em momento algum procura uma solução alternativa para os seus problemas (como as dificuldades que são criadas pelos impostos e pela falta de produtividade, por exemplo) e não consegue incutir criatividade no seu negócio. Pelo contrário, os defensores da segunda premissa estão mais optimistas, acreditando que, em finais de 2012, Portugal poderá retomar outro caminho, com mais confiança. O candidato optimista acredita que existem oportunidades, continua a estudar as melhores possibilidades para a sua carreira, estuda as opções, aborda o mercado continuamente à procura de soluções e, em muitas ocasiões, consegue agarrá-las. Uma pessoa optimista procura soluções, lança novas marcas, produtos, serviços, é prudente e cauteloso, mas, ao mesmo tempo, audaz, estando focado não só nos resultados, como também nas pessoas. Todos os dias vemos pessoas mais ou menos optimistas, com mais ou menos vontade, mas o que interessa realmente é conseguirmos ter e dar o nosso melhor no dia-a-dia de uma empresa ou negócio. Com crise ou sem crise, o que importa é o presente e o futuro. ![]() ![]() |