Scientia potentia est – Como atingir o poder do Analytics ![]() 10/01/12, 00:03 Scientia potentia est. Isto é, o poder do conhecimento é uma sabedoria que remonta a muitos séculos atrás. O saber não é acessível a todos da mesma maneira, pelo que constitui uma das principais vantagens diferenciadoras, tanto no contexto económico como no social. Se nos questionarmos sobre como conseguir este conhecimento, obteremos a seguinte sugestão milenar: "a ampliação do conhecimento depende da investigação das coisas" (Confúcio, 551 - 479 a.C.). O Analytics pretende, assim, obter conhecimento através da análise da informação disponível. Alguns exemplos da aplicação desta abordagem consistem em saber caracterizar os clientes mais rentáveis, identificar qual o produto a propor na próxima campanha comercial ou estimar as receitas e os custos do próximo ano. As organizações nacionais públicas e privadas já têm investido em Analytics para conseguir este conhecimento. No entanto, os gestores destas organizações continuam a reclamar a falta de acesso atempado e conveniente à informação crítica para sustentar as suas decisões e, assim, obter melhores resultados para a sua actividade. De acordo com a experiência da Accenture, as iniciativas de Analytics podem não atingir os resultados prometidos se não considerarem a seguinte sequência: gerir informação, gerar conhecimento e agir. Gerir informação O aumento exponencial do volume de dados residentes nos Enterprise Resource Plannings (ERP) e noutros sistemas internos e externos, torna a identificação da informação relevante uma tarefa complexa. As organizações precisam de construir uma forte capacidade de gestão da informação através de uma arquitectura de dados. Consequentemente, fornecem dados de elevada qualidade, assegurando ainda a disponibilização atempada de informação completa, consistente, correcta e actual. Gerar conhecimento Pior do que não ter acesso a qualquer informação é ser "esmagado" por inúmeros relatórios, mapas e indicadores que aumentam, ironicamente, aumentam a complexidade do trabalho do gestor em vez de o ajudar. É essencial reduzir os elevados volumes de informação em métricas úteis e conhecimento relevante, e organizá-lo em estruturas eficientes, simplificando o respectivo acesso e análise. Agir A incapacidade das organizações em prever eventos futuros leva os gestores a tomarem decisões apenas com base na sua intuição, por vezes com consequências graves. A avaliação de factos ocorridos não é suficiente para prever ocorrências futuras e reagir proactivamente sobre elas. No entanto, podem ser concebidos modelos analíticos para extrapolar cenários futuros a partir de informação passada e simular acções concretas para influenciar favoravelmente a evolução de determinados eventos. Em suma, as organizações identificaram o Analytics como competência estratégica para consubstanciar as decisões de gestão e melhorar os seus resultados. Afinal, scientia potentia est, si proprie dicuntur, isto é, Analytics é sinónimo de poder, se for bem aplicado. ![]() ![]() |