Soluções de financiamento do empreendedorismo ![]() 15/11/11, 00:05 Na actual conjuntura recessiva, o principal entrave ao empreendedorismo é a escassez de financiamento às empresas, situação que ameaça asfixiar a actividade económica em Portugal. Os critérios de concessão de crédito tornaram-se significativamente mais restritivos, sobretudo para as PME. Este "apertar da malha" traduziu-se em spreads mais elevados, bem como na exigência de novas condições contratuais. Assim se explica, em larga medida, que na 14.ª Feira do Empreendedor haja uma preocupação acrescida com as condições de investimento e com a liquidez das empresas. De tal forma que o evento promovido pela ANJE e agendado para 17 a 19 de Novembro, no Edifício da Alfândega, no Porto, inclui uma Mostra de Soluções de Financiamento (bancos, capitais de risco, business angels, consultoras, outros investidores e apoios financeiros públicos e privados). Relativamente à banca, importa avançar em Portugal com uma estratégia de recapitalização, de modo a que as instituições bancárias possam assegurar o financiamento da economia. É fundamental a criação de mecanismos que permitam que a banca funcione, cabalmente, como instrumento de promoção e respaldo do investimento na economia real. Os bancos são essenciais para garantir liquidez às empresas e apoiar os seus investimentos, designadamente através de linhas de crédito bonificado e de programas de microcrédito. No entanto, as empresas e os empreendedores devem encontrar fontes de financiamento alternativas ao sistema bancário tradicional. Independentemente das dificuldades da conjuntura actual, o capital de risco é sempre um instrumento importantíssimo de financiamento nas fases iniciais de desenvolvimento de uma empresa (seed capital e start-up). Antes de mais porque se trata de um aumento dos capitais próprios das empresas e não de um financiamento através de capitais alheios, o que evita o endividamento e reforça a liquidez dessas mesmas empresas. Mais: para além do capital que disponibilizam, as sociedades de capital de risco e os business angels apoiam os jovens empreendedores nas várias fases de constituição da empresa e acompanham de perto a sua evolução, dando conselhos úteis à luz do conhecimento que têm do funcionamento do mercado. O leasing (aluguer), para actividades de investimento, e o factoring (cedência de créditos a uma empresa que trata da sua cobrança), para reforço de tesouraria, são outros dois importantes meios de financiamento das PME. A emissão de papel comercial e de obrigações é também um instrumento eficaz de financiamento de curto/médio prazo, assim como a dispersão de capital em bolsa. Já o Estado deve continuar a apoiar o empreendedorismo jovem, sobretudo em sectores de bens transaccionáveis e que permitam aumentar as exportações ou substituir as importações. Esse apoio deve traduzir-se em programas específicos de incentivo, em linhas de crédito, em fundos públicos de capital de risco, em benefícios fiscais em sede de IRC, na aplicação eficiente do QREN na actividade empresarial e no reforço dos seguros de crédito comercial. ![]() ![]() |