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Virtualização: a Mudança Inteligente e Necessária

07/02/12, 00:06
Jan A. Stoetzel, Director Product marketing Cloud Computing CEMEA&I, Fujitsu Technology Solutions

As novas tecnologias estão a viver uma mudança de paradigma que promete alterar o panorama das TI (tecnologias de informação) por muitos anos. 

Segundo diversos estudos de mercado, já este ano todas as empresas da Fortune 1000 irão utilizar alguma forma de Cloud Computing e, em 2014, estima-se que os serviços Cloud cresçam cinco vezes mais do que os tradicionais produtos de tecnologias.

Um olhar mais atento permite revelar as razões por detrás desta adoção massiva de tecnologias baseadas em Cloud Computing. Na prática, as empresas estão a utilizar nova tecnologia para beneficiar de soluções de virtualização e automação, por forma a tornar as TI como uma comodidade equivalente ao fornecimento de água ou electricidade, onde a faturação está associada ao consumo e este pode ser variável a cada momento.

Neste domínio, a virtualização tem um potencial de crescimento notável, permitindo às organizações a criação de postos de trabalho, com todas as funcionalidades de um tradicional desktop, mas sem a necessidade de adquirir o hardware ou suportar os custos de manutenção. Mas quais as motivações por detrás da adoção de sistemas de virtualização?

No momento economicamente adverso que atravessamos, as empresas estão particularmente atentas a três fatores que influenciam drasticamente a sua fatura tecnológica: os custos energéticos, o crescente número de servidores e os custos de manutenção a eles associados.

Em média, por cada 100 euros gastos num servidor, terão de ser gastos mais 50 euros em energia; por outro lado, a proliferação de novas aplicações nas organizações criou a necessidade de aquisição de novos servidores, estimando-se que existam atualmente cerca de 41 milhões de servidores em funcionamento, cuja capacidade de processamento e utilização está apenas a ser aproveitada a 10%, gerando um desperdício de recursos informáticos superior a 100 mil milhões de euros.

Se a estas duas realidades juntarmos os custos de manutenção dos servidores (tipicamente, por cada 100 euros gastos num servidor, irão gerar mais 300 euros de custos em manutenção), compreendemos a necessidade de recorrer a parceiros tecnológicos que assumam esta responsabilidade e facultem apenas um preço fixo de utilização por cada posto de trabalho.

A virtualização é a resposta para este cenário, permitindo criar novos postos de trabalho virtuais automaticamente, disponibilizando uma infra-estrutura com alta disponibilidade e balanceamento de carga, com partilha de recursos, facilitando a mobilidade e flexibilidade, aumentando a segurança e reduzindo a pegada de carbono, ao diminuir os gastos de energia e arrefecimento.                    
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