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Impacto da recessão nos centros comerciais chegará em 2011, diz a C&W
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08/09/09, 20:17

O impacto da recessão ao nível dos centros comerciais na Europa só deverá ser registado em 2011, afirma a consultora Cushman &Wakefield. O próximo ano registará o pior nível de actividade dos últimos cinco anos.
Em 2009 Portugal foi o campeão com o Dolce Vita Tejo, o maior centro comercial na Europa, com 122 mil m2.


  Em 2010 os centros comerciais na Europa irão registar o mais baixo nível de actividade dos últimos cinco anos, estando projectada a abertura de apenas 7 milhões de m2 de novos espaços comerciais. Contudo, o impacto total da recessão global só deverá ser sentido em 2011, prevendo-se a abertura nesse ano de somente 5 milhões de m2, o número mais baixo desde 2003, de acordo com a mais recente edição do estudo European Shopping Centre Development, publicado pela consultora imobiliária global C&W.
O estudo revela que em 2009 deverão abrir cerca de 8,7 milhões de m2 de novos centros comerciais - uma descida de 5% relativamente a 2008. No primeiro semestre, abriram na Europa cerca de 115 novos centros comerciais, totalizando 3,1 milhões de m2, o que representa uma descida de 18% em relação a igual período do ano anterior.
O maior número de aberturas de centro comerciais registou-se na Rússia durante o primeiro semestre de 2009, com a abertura de cerca de 580 mil m2, dos quais cerca de 45% foram construídos em Moscovo. Na Europa Ocidental, a Itália registou o maior número de abertura de novos espaços, com 18 novos centros comerciais, somando 370 mil m2 ao mercado. A Alemanha e Holanda registaram igualmente uma actividade significativa no primeiro semestre de 2009.
Em 2010, a Turquia e a Rússia continuarão a ser os países líderes em projectos de centros comerciais, com abertura prevista de cerca de dois milhões e 1,8 milhões de m2 respectivamente. A França dispõe do maior número de projectos para novos espaços comerciais na Europa Ocidental, com especial incidência em centros comerciais de média dimensão em cidades secundárias.
Em termos de percentagem de crescimento, a Bulgária, Letónia e Roménia são os países que lideram. A nível per capita, a Letónia, tem actualmente, o mesmo número de espaços comerciais que os mercados maduros do Reino Unido, França e Espanha. Na Bulgária, se todos os projectos previstos para os próximos 18 meses forem concluídos atempadamente, o país irá verificar um aumento exponencial de centros comerciais na ordem dos 370%.
O maior centro comercial que abriu na Europa em 2009 foi o Dolce Vita Tejo, na Amadora, em Portugal. Com 122 mil m2, é o maior centro comercial do país.
Segundo Sandra Campos, partner e directora de retalho da Cushman & Wakefield em Portugal: " A conclusão de espaços comerciais até 2011 deverá descer cerca de 45% comparando com o seu pico em 2007. Em toda a Europa, temos verificado que alguns projectos têm sido colocados em stand-by devido ao difícil ambiente económico. No entanto, o desenvolvimento de novos espaços encontra-se longe da estagnação. Tanto em mercados maduros como em mercado emergentes existe ainda potencial para novos centros comerciais".
No ano passado abriram cerca de 310 novos espaços comerciais, mais de 9 milhões de m2. A Rússia verificou uma subida de 23%, com 1,6 milhões de m2 em novos espaços, seguida pela Turquia, Reino Unido, Espanha e Roménia. No entanto, em termos percentuais a Bulgária e a Roménia registaram o maior aumento de centros comerciais, 76% e 63% respectivamente. O Reino Unido foi o mercado mais activo da Europa Ocidental com cerca de 840 mil m2 em novos espaços comerciais em 2008, devido especialmente à abertura de três grandes centros comerciais regionais.


 


Projectos Previstos de novos Centros Comerciais na Europa
(ABL (m2);  2ª Semestre 2009 - 2010)


 


 

Abertura de novos Centros Comerciais -  1º Semestre de  2009
(ABL (m2); Janeiro 2009 - Junho 2009)


 


 


       País


       M2

Percentagem de novos espaços*


        País


    M2

Percentagem de novos espaços*
1. Turquia
2.076.367
41,8%
1. Rússia
578.717
6,6%
2. Rússia
1.815.000
19,5%
2. Itália
370.,379
3,1%
3. França
1.172.405
7,5%
3. Turquia
284.932
6,1%
4. Itália
867.625
7,1%
4. Polónia
246.100
4,0%
5. Polónia
789.130
12,3%
5. Portugal
166.825
6,2%
6. Roménia
681.229
33,6%
6. Alemanha
166.300
1,3%
7. Bulgária
496.075
254,8%
7. Holanda
165.500
2,9%
8. Espanha
470.972
4,8%
8. Roménia
151.946
8,1%
9. R. Unido
454.415
2,9%
9. Ucrânia
150.000
7,3%
10. Alemanha
359.540
2,8%
10. França
119.955
0,8%
* Em relação à oferta total existente


Portugal
A oferta total de conjuntos comerciais atingiu os cerca de 3,4 milhões de m2 de Área Bruta Locável (ABL) no primeiro semestre de 2009, registando um crescimento de 6.1% face ao final do ano anterior. Foram concluídos mais de 195.000 m² de ABL, distribuídos entre seis novos projectos e uma reconversão, com o formato dos centros comerciais a representar cerca de 86% desta nova área. A região da Grande Lisboa continua a ser a zona do país com maior peso e, influenciada pela abertura do Dolce Vita Tejo, concentrou cerca de 65% da nova oferta.
Até 2012 estimam-se que sejam inaugurados mais de 1.2 milhões de m2 de ABL, dos quais 73% são centros comerciais. As regiões da Grande Lisboa e do Grande Porto concentram uma parte significativa das intenções dos promotores, com cerca de 43% do total da ABL prevista.


 

PRINCIPAIS PROJECTOS PREVISTOS PARA 2009/2010


Conjunto Comercial
Promotor

ABL (m2)

Montijo Retail Park
The Edge Group

17.700


 

Vivaci Maia
FDO Imobiliária

20.100


 

Nassica Vila do Conde
Neinver Lusitana

47.000

*

Espaço Guimarães
Multi Development / Bouygues

47.000


 

Braga Parque
Mundicenter

17.100

*

LeiriaShopping
Sonae Sierra

19.400

*

GuimarãeShopping
Sonae Sierra

4.700

*

Forum Sintra
Multi Development

24.200

*

 
Total

197.200


 

  Fonte: Cushman & Wakefield
  * ABL referente a expansão e/ou remodelação de projectos existentes


"Ao contrário do verificado no resto da Europa, 2008 estabeleceu mais um recorde no que se refere a aberturas de conjuntos comerciais em Portugal, confirmando uma evolução díspar entre a oferta e a procura. No entanto, o volume de oferta futura projectada para os próximos anos tem vindo a ser reduzido, sendo já conhecidos diversos projectos cujo início de construção tem sido adiado. A retracção da procura no mercado de retalho tem sido cada vez mais evidente, em linha com as quebras de consumo que desde meados de 2008 se têm sentido na nossa economia. Acreditamos que o ritmo de crescimento da oferta de conjuntos comerciais em Portugal se mantenha nos próximos anos em tendência decrescente, sendo pouco provável que no médio prazo se assistam a volumes de aberturas equivalentes ao registado em 2008", afirmou Sandra Campos, directora de retalho da C&W.


 

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