A vocação das empresas para o voluntariado ![]() 13/09/11, 12:05 Por Isabel Borgas* Sustentabilidade ou Responsabilidade Social Corporativa aparecem muitas vezes nos discursos corporativos das empresas e das organizações, nem sempre com ligação à realidade do seu próprio entorno. Muitas vezes, no seio da própria organização, o divórcio entre o discurso e a prática é assumido como natural e inevitável. Nos tempos de profunda incerteza que vivemos, só as empresas que consigam desempenhar o seu papel de forma genuinamente responsável conquistarão a aceitação de todos, incluindo a dos seus clientes e parceiros, para poderem assegurar o crescimento e desenvolvimento dos seus negócios a médio e longo prazo. Na Optimus, as boas práticas de responsabilidade social entroncam na estratégia de crescimento e de desenvolvimento da companhia, sendo fundamental a concretização de todos os princípios orientadores que norteiam a sua política nesta matéria. Acreditamos que a indústria das telecomunicações oferece inúmeras oportunidades de criação de uma sociedade melhor e estamos fortemente empenhados em desenvolver produtos, serviços e soluções inovadores que não só satisfaçam as necessidades dos mercados em que actuamos, mas que também criem valor às nossas partes interessadas. Com esta visão, promovemos desde 2004 o Smile - Programa de Intervenção na Comunidade. Este projecto, que é um exemplo da diferença social que cada empresa pode fazer na comunidade, não surge como uma iniciativa desenraizada e esporádica. Integrada na estratégia de sustentabilidade do grupo, faz uso de todos os recursos que estão na base do nosso negócio: as nossas pessoas, a nossa tecnologia e os nossos produtos e serviços. A lógica subjacente ao programa Smile permitiu, só em 2010, realizar mais de 1.400 horas de trabalho comunitário, desenvolvido pelos voluntários Optimus, que impactaram mais de 1600 pessoas. Neste que é o Ano Europeu do Voluntariado e da Cidadania Activa entendemos que, mais do nunca, é nossa responsabilidade, social e moral, estar atentos e intervir procurando minimizar o impacto daquelas que são as carências mais prementes da comunidade em que estamos inseridos. As empresas, enquanto entidades constituídas por pessoas, não podem passar à margem do que são as necessidades de evolução e sustentabilidade da sociedade como um todo orgânico. Num ano que se caracteriza pelo agravar das condições socio-económicas da maioria da população, com especial incidência nos grupos mais desfavorecidos da sociedade, o voluntariado empresarial assume um carácter inadiável e fulcral como forma de atenuar a desigualdade e a injustiça social. Se cada empresa contribuir com aquilo que são as suas valências, sem necessidade de transcender-se dos seus domínios ou incorrer em investimentos avultados, acredito que será possível tornar Portugal num país mais competitivo e sustentável. *Directora de Comunicação Institucional e Responsabilidade Corporativa da Optimus ![]() ![]() |