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Programa AconteSer: Liderar com responsabilidade

11/10/11, 11:14

Por António Saraiva*
Uma sociedade empresarial que não segue práticas constantes e consequentes de assumir os seus compromissos é uma sociedade cujo funcionamento está seriamente ameaçado. Não estão em causa apenas os valores éticos, mas também que cada um de nós seja capaz de assumir todos os seus compromissos, no respeito pelos valores e princípios da sociedade em que nos inserimos.

 
Toda a relação empresarial deve ser assente no respeito por compromissos e só assim estaremos a contribuir para o desenvolvimento económico e social e para manter uma comunidade empresarial mais madura.
No momento difícil que atravessamos, a CIP tem defendido que os sacrifícios que o programa de ajustamento vai impor aos portugueses devem ser repartidos de forma equilibrada, protegendo os mais desfavorecidos e pedindo o apoio daqueles com cuja generosidade se deve poder contar num momento difícil como este.
Assim, o recém-lançado Programa AconteSer, que assenta em boas práticas de gestão para aumentar a competitividade das PME, constitui um exemplo de solidariedade no enfrentar das dificuldades e na procura das respostas que, responsavelmente, devemos promover. Essa é uma responsabilidade que cabe aos empresários e que, em particular e de uma maneira muito especial, me cabe enquanto Presidente da CIP - Confederação Empresarial de Portugal.
Os equilíbrios sociais devem ser um objectivo a atingir pelas sociedades evoluídas. A solidariedade social existe na medida em que cada um contribua para o bem comum, seja rico ou pobre, de acordo com as suas capacidades e disponibilidades. Não existe só no sentido de os que têm a mais darem aos que têm a menos. Mas existe também na medida em que as empresas sejam capazes de, olhando para si próprias e contando antes de tudo o mais com os seus recursos, tomar as decisões certas para ultrapassar as dificuldades actuais, mantendo-se competitivas, criando emprego e gerando riqueza. Se as empresas tiverem esta atitude sistemática, estaremos a criar melhores empresas, a manter e, sempre que possível, criar melhores empregos e a gerar riqueza. Não podemos ficar à espera do que o Estado pode fazer por nós. Temos que ser nós a dizer o que devemos fazer.
As iniciativas do programa AconteSer, que a CIP subscreve e apoia com entusiasmo, são iniciativas necessárias e inadiáveis.
Estou profundamente convencido que, se formos capazes de cumprir os objectivos a que nos propomos - e vamos seguramente ser capazes disso - será mais fácil superar as enormes dificuldades actuais e enfrentar com mais confiança a retoma que há-de seguir-se aos conturbados momentos que hoje todos vivemos.
Não podemos ficar quietos. Não vamos ficar quietos.
 
 
*Presidente da Confederação Empresarial de Portugal
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