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Voluntariado: Empresas e colaboradores em GIRO pelo País

15/11/11, 12:53

Por Conceição Zagalo*
Porto, Braga, Amarante, Lisboa, Loures, Cascais, Faro, Loulé, Funchal, Coimbra e Guarda. O país em toda a sua abrangência. Mais de 600 voluntários, 15 instituições e 49 empresas. Mais uma edição, mais mão-de-obra, mais beneficiários e mais áreas de actuação.

 
Sim, falamos do GIRO, o maior evento de voluntariado empresarial de Portugal. E se os números estão sempre a aumentar, há coisas que nunca mudam. O GIRO continua a intervir com impacto, de uma forma garrida e animada. É que em oito horas, ganham os "beneficiários", os voluntários e as empresas. No final de um dia GIRO, todos regressam a casa com um sentimento de maior riqueza e humanidade.
Há cinco anos, começámos com um dia de voluntariado, entretanto fomos levados a fazer dois dias, um no Porto e outro em Lisboa. Em 2010, transformámos o mês de Outubro no mês GIRO e este ano conseguimos a proeza de "colocar mais duas sextas-feiras" no mês de Outubro.
Trata-se de um projecto de sucesso que, desde 2006, já deixou a sua marca em cerca de 65 instituições, desde o apoio à juventude, às crianças, à comunidade, aos idosos, aos sem-abrigo, ao ambiente e ao imigrante. Mas este ano o GIRO decidiu atravessar novas fronteiras. Para além das já habituais requalificações de espaços pertencentes a instituições de solidariedade social e protecção do ambiente, a defesa dos animais e a inclusão desportiva marcaram a presença.
Uma vez mais, os voluntários colocaram, literalmente, mãos à obra. Pintaram paredes, mas também destruíram algumas, colocaram telhados, recolheram alimentos para a União Zoófila e até carregaram móveis. As arribas entre Cascais e o Guincho estão agora mais naturais, já que os cerca de 200 voluntários que as percorreram não arredaram pé sem antes recolherem mais de sete toneladas de lixo.
Este voluntariado GIRO é mesmo giro. Temos cada vez mais associados a querer marcar a diferença. E nem a crise nos afasta do nosso caminho. Foram muitas as empresas que contribuíram. Com capital, com voluntários ou com doações de géneros e patrocínios. Num orçamento total de 52 mil euros, as contribuições dos associados chegaram aos 42 mil euros. É obra em tempos de crise. É reconfortante saber que face aos temas actuais há uma maior sensibilidade, uma maior noção de altruísmo e uma maior capacidade de associar voluntarismo a voluntariado e de fazer as coisas acontecer.
Em tempos difíceis, muitos podem pensar que o sucesso do projecto está ligado à comemoração do Ano Europeu do Voluntariado. Deixem-me discordar. O voluntariado está mesmo a enraizar-se nas empresas portuguesas. E como contra factos não há argumentos, vejamos: em 11 anos de actividade do GRACE, já tivemos 81 acções com mais de 3.100 colaboradores voluntários, conseguindo chegar a mais de 13 mil beneficiários, num total de 50 mil horas de voluntariado das nossas empresas. Isto tudo convertido em dinheiro, segundo a remuneração de base média mensal praticada em Portugal, significa quase meio milhão de euros. É obra. É empenho que não tem preço.
 
*Presidente do GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial
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