PUB
Faça do OJE a sua homepage
Montepio
pub
Luís Bento dos Santos: "Temos a obrigação de apoiar causas que contribuam para o crescimento social e económico do país"

13/09/11, 12:36
Por Helena Oliveira

A afirmação é de Luis Bento dos Santos, administrador do Banco Santander Totta que, em entrevista, comenta os excelentes resultados da instituição, patentes no seu relatório de sustentabilidade, num ano particularmente difícil. O aumento de 27% em investimento em Responsabilidade Social em 2010 e a promessa de continuar a actuar nos eixos definidos como estratégicos espelham o compromisso do Banco na temática da Responsabilidade Social Corporativa.
 
5,5 milhões de euros em actividades directamente relacionadas com actividades de responsabilidade social corporativa (RSC), num ano de crise, é um investimento muito significativo. Como foi "distribuído", em termos gerais, este investimento nas diversas áreas de actuação do Banco?
No ano de 2010, o Banco Santander Totta aumentou o seu investimento em Responsabilidade Social em mais 27%, num total de 5,5 milhões de euros. Temos uma preocupação permanente em que as nossas acções nos domínios da RSC sejam coerentes e mensuráveis de forma a verificar o impacto e eficácia das mesmas nas várias áreas em que actuamos.
As Universidades continuaram a ser o principal foco de investimento, com 80% do montante total investido a ser dirigido ao Ensino Superior, através do apoio ao conhecimento, à Mobilidade Internacional e à concessão de Bolsas de Mérito e Prémios Científicos.
Na área de Acção Social e Cultura, o Santander Totta investiu perto de um milhão de euros, com o apoio a diversas ONG, quer ao nível de mecenato, quer ao nível do contributo dos voluntários e colaboradores do Banco. Neste contexto, destacamos, em 2010, ano marcado pela tragédia que afectou a Madeira, a acção do Santander Totta, que esteve directamente envolvido no apoio às vítimas do temporal, tendo sido entregues 250 mil euros às câmaras municipais e corporações de bombeiros voluntários das zonas mais afectadas.
 
Em que consiste o denominado Comité de Sustentabilidade do Santander?
É o comité que elabora e aprova os projectos transversais que irão ser desenvolvidos mais tarde em todos os países que fazem parte do Grupo e que permitem ao Banco avançar cada vez mais no âmbito da Sustentabilidade.
Em Portugal, temos um Grupo de Trabalho similar, do qual eu sou responsável, e que reúne as principais áreas de negócios e de apoio do Banco procurando optimizar os projectos que cada área desenvolve.
 
O Santander Totta é reconhecido por apostar significativamente nas áreas do Conhecimento e Ensino Superior. Para além dos vários projectos já conhecidos, como o Universia, o banco tem 43 convénios com várias instituições de ensino. Quais os grandes objectivos inerentes a estes convénios?
O Santander Totta tem vindo a apoiar as Universidades de uma forma estruturada desde 2002, aumentando o seu investimento ano após ano, em linha com a política de actuação do Grupo Santander, que trabalha com mais de 900 Instituições de Ensino Superior de todo o mundo. Em Portugal, temos vindo a celebrar parcerias com várias instituições de Ensino Superior. As nossas grandes prioridades continuam a ser apoiar projectos que sejam importantes para as Universidades e que contribuam para a modernização, internacionalização e fomento da excelência e mérito. Dentro deste critério, podemos destacar os programas de bolsas de mobilidade internacional, as bolsas sociais, o fomento da cultura empreendedora e os prémios de mérito e incentivos à investigação científica.
 
Ainda na área da sociedade do conhecimento, o Santander formou igualmente a chamada Rede Empreendia. Em que consiste, que resultados já foram obtidos até agora e que projectos tem para o futuro próximo?
A Rede Universitária Ibero-americana de Incubação de Empresas, mais conhecida como Rede Empreendia, é formada com o apoio do Grupo Santander, do Universia e de cerca de 15 Universidades ibero-americanas, entre as quais, a Universidade de Coimbra. Esta Rede criou um programa de forma a facilitar o desenvolvimento de projectos de investigação altamente inovadores e com potencial comercial.
Em 2010, por exemplo, o programa atribuiu 200 000 euros a um projecto de investigadores da Universidade de Coimbra, denominado Laser Leap, que tem como finalidade substituir as agulhas por um método indolor, sem riscos de contaminações ou infecções, e fácil de usar.
 
O voluntariado tem sido igualmente uma área crescente na vossa política de RSC. Que grandes marcos assinalam nesta área, especialmente num ano dedicado ao mesmo a nível europeu?
O Banco apoia inúmeras instituições e iniciativas de carácter solidário e incentiva os seus colaboradores a intervir nessas acções, tendo aliás constituído, há já alguns anos, um núcleo de voluntariado. Neste contexto, não podia deixar de referir os 350 voluntários do Banco que participaram na última quadra natalícia no já célebre "Pão de Todos", que chegou pela primeira vez ao Porto, e que se realizou pela sétima vez consecutiva na cidade de Lisboa.
Este ano, no âmbito do Ano Europeu para o Voluntariado, o Banco decidiu também oferecer a possibilidade de qualquer colaborador dedicar duas horas por mês do seu horário laboral para a participação em projectos de carácter social.
Também destacaria a operação de solidariedade que levámos a cabo na nossa já tradicional "Semana Santander és tu" - dedicada aos colaboradores -, relativamente a uma iniciativa que permitiu recolher um donativo significativo que foi entregue à "Operação Nariz Vermelho" e que permitirá o financiamento de dois Doutores Palhaços durante um ano. Outro projecto que prima também pela inovação nesta área foi a colheita de dois hectares de grão. Patrocinámos a aquisição das sementes, os estudantes de Agronomia semearam o grão, ajudámos na colheita e o Banco Alimentar fará a embalagem e distribuição do produto pelas instituições de carácter social a que dá apoio.
 
Ainda no que respeita à acção social, o Santander tem prestado também apoio ao empreendedorismo. De que formas?
Defendemos que, enquanto entidade responsável, temos a obrigação de apoiar causas que contribuam para o crescimento social e económico do país, de forma a proporcionar novas oportunidades de inclusão, com vista a uma sociedade mais justa.
A nossa participação no Fundo Bem Comum surge na possibilidade de estimularmos o empreendedorismo e a empregabilidade, apoiando um projecto que promove o emprego sustentável para quadros qualificados com mais de 40 anos. Somos também membro fundador do Instituto de Empreendedorismo Social (IES), criado em 2009, que pretende ser um centro de investigação e aprendizagem em empreendedorismo social. No ano passado, o Santander Totta apoiou também uma iniciativa da associação Acredita Portugal, que teve como objectivo fortalecer a confiança dos portugueses para a realização dos seus sonhos e projectos.
 
Na componente ambiental, está patente no vosso relatório uma redefinição da vossa política. Que medidas estão previstas nesta área?
Temos um histórico de seis anos de cálculos de emissão de gases com efeito de estufa (GEE) e obtivemos uma redução de 57% da pegada de carbono desde 2005. Para 2011, o Plano de Eficiência Energética estabelece um objectivo ambicioso de redução no consumo de electricidade.
Neste momento, temos em curso e previstas medidas que permitem uma melhoria da eficiência energética dos edifícios centrais e balcões através da racionalização do consumo de energia eléctrica, por exemplo, através da instalação de sistemas de free-cooling em dois edifícios centrais e da continuação do programa de instalação de centrais de micro geração em balcões.
 
Que tipo de projectos ambientalmente sustentáveis são financiados pelo Santander?
Neste âmbito, o Banco Santander Totta financiou cerca de 470 milhões de euros na instalação de mais de 878 MW de energias renováveis ou de baixa intensidade de carbono em Portugal.
Consideramos também que é muito importante ajudar a promover boas práticas ambientais, pelo que o Banco tem vindo a apoiar alguns projectos ambientalmente sustentáveis. O caso mais paradigmático é a nossa associação ao Green Festival, que o Banco patrocina desde a sua primeira edição.
Não posso deixar de realçar também o nosso apoio ao projecto do Parque Ecológico do Funchal, que permitiu a florestação de 250 hectares de terreno e a reordenação de toda essa área devastada pelos incêndios de 2010.
 
Conciliar a vida familiar com a carreira tem sido igualmente uma aposta vossa. Que políticas implementaram para "merecerem" a distinção de Empresa Mais Familiarmente Responsável atribuído pela AESE e pela Deloitte e também a certificação atribuída pela Fundación Más Familia?
O Programa "Santander És Tu" tem vindo a provocar mudanças com um impacto directo na qualidade de vida dos colaboradores, através do lançamento de várias iniciativas, como a entrega de um "kit de nascimento" aos pais no nascimento de cada filho, a concessão do primeiro dia de escolaridade para os pais poderem acompanhar os filhos, a criação de um seguro de saúde complementar ao SAMS e sessões de coaching parental, entre muitas outras.
 
O que é possível esperar do Santander em termos de RSC para o futuro próximo?
Apesar dos tempos difíceis, o Santander Totta tenciona manter o seu investimento em Responsabilidade Social, continuando a actuar naqueles eixos que definiu como estratégicos em matéria de sustentabilidade. O Banco continuará a privilegiar o Ensino e o Conhecimento, pois acredita que estes são factores chave para o desenvolvimento sustentado das sociedades.
Por outro lado, a nível da Solidariedade Social, o Santander Totta pretende continuar a apoiar projectos destinados aos mais desfavorecidos - nomeadamente através do apoio sustentado a ONG dedicadas a este objectivo - e, também, pretende continuar a apostar numa política ambientalmente correcta, quantificando adequadamente o seu esforço e intervenção nesta área.
0 votos
Votar
pub
NOTICIAS
  • ÚLTIMAS
  • + LIDAS
  • DESTAQUES