A defesa urgente de mais emprego 09/02/10, 02:04 De acordo com os últimos dados do Eurostat, Portugal é um dos países europeus que mais empregos perdeu nos últimos dois anos. O fantasma dos dois dígitos tornou-se uma realidade, tendo até sido ultrapassado: a taxa actual de desemprego no nosso país situa-se nos 10,4 %. Em termos gerais, 182.800 pessoas perderam, ao longo deste período, os seus empregos. Contudo e se durante o terrível ano de 2009 assistimos a muitas falências de empresas e a outras que optaram pelos infelizmente famosos layoffs, há que sublinhar que ainda existem bons exemplos de empresários que tudo fazem para resistir aos despedimentos das suas pessoas e, mesmo remando contra a maré, acreditam que é possível contrariar esta inegável tendência. Recentemente, o jornal OJE, em colaboração com o portal VER, organizou uma conferência para discutir a temática "Mercado laboral: a responsabilidade das empresas em tempo de crise", na qual sete especialistas procuraram contextualizar o emprego no país e dar a conhecer as melhores práticas no mercado laboral. Augusto Mateus, antigo ministro da Economia, Pedro Ferraz da Costa, antigo presidente da Confederação Industrial Portuguesa e actual presidente do Fórum para a Competitividade e Nuno Fernandes Thomaz, director da ACEGE tentaram descortinar os motivos que levam Portugal a não criar os empregos necessários e como é possível criá-los, enquanto que as boas práticas da responsabilidade social das empresas nesta matéria em específico estiveram a cargo de Alberto da Ponte, da Central de Cervejas e Bebidas, Jorge Filipe, do Grupo Auchan, Manuel Santos Guerreiro, da Select Vedior e Paula Garrido, da Liberty Seguros. Sendo o desemprego o maior problema não só cíclico como estrutural da realidade do país, o OJE Mais Responsável irá privilegiar análises que visem dar possíveis respostas para combater este flagelo e apresentar boas práticas das empresas que o evitem. Porque o emprego não paga apenas as contas, mas confere uma dignidade insubstituível a qualquer ser humano. ![]() ![]() |