As cidades amigas dos idosos ![]() 18/01/12, 16:42 Como resposta ao envelhecimento célere da população, a Organização Mundial de Saúde lançou, em 2005, o Guia Global das Cidades Amigas das Pessoas Idosas (posteriormente traduzido para português pela Fundação Gulbenkian), introduzindo um novo conceito que visa, no essencial, a adaptação das estruturas e serviços das cidades a pessoas mais velhas, garantindo-lhes a sua inclusão e acessibilidade nas mesmas. Com base num questionário realizado em 33 cidades de 22 países, a OMS pediu a cerca de 1500 idosos que nomeassem os maiores obstáculos na cidade em que viviam para que fosse possível identificar as características essenciais do ambiente urbano mais capazes de propiciar um envelhecimento ativo e saudável. Complementarmente, foram igualmente ouvidos 750 cuidadores de idosos/e ou prestadores de serviços. Com o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo, pretende-se que a plataforma ganhe uma nova dinâmica, sendo que Portugal já se comprometeu com as seguintes medidas: a organização de vários debates nacionais, com o objetivo de colocar os mais idosos no centro de futuras atividades, levando em linha de conta as visões e as problemáticas identificadas nos locais onde vivem; a organizar uma conferência internacional para apresentação a Plataforma Nacional de Cidades Amigas dos Idosos e estabelecer ligações frutuosas com os demais Estados-membros; a lançar um guia que incluirá orientações com exemplos práticos e recursos para todas as cidades que quiserem aderir ao projeto e ainda um documento, para os stakeholders, com recomendações baseadas na experiência portuguesa. Serviços eficazes de apoio domiciliário, inclusão dos idosos nas atividades comunitárias, ações de formação para séniores, passeios antiderrapantes e uma rede de transportes públicos eficaz, são já alguns exemplos implementados por estas cidades. ![]() ![]() |